Bolsonaro: tirania e extermínio a serviço da classe dominante internacional


Nunca tive a menor simpatia pelo PT, não por tê-lo como radical, mas justamente pela excessiva moderação de seu pretenso esquerdismo. O que se pode constatar facilmente desde as primeiras postagens deste blog, no início de 2006. Inúmeras foram as crônicas e comentários ferinos desferidos ao longo de seu governo. No entanto, diante da possibilidade de eleição do ilustre Capitão “do Mato” Jair Bolsonaro para a presidência da República, não há outra hipótese, racional e humana, possível que o voto em Haddad! 

Como diria o velho Brizola, desta vez teremos de engolir não um sapo barbudo, mas um banhado inteiro de batráquios, incluídas as rãs e pererecas de todo tipo.

A eleição de 28 de outubro não se constitui em uma mera disputa entre dois candidatos mais ou menos radicalizados, em polos opostos, mas num verdadeiro plebiscito, cujo resultado favorável ao candidato do PSL acabará por implicar na própria extinção do regime democrático e das mínimas garantias ainda vigentes, como a liberdade de expressão,  os direitos de reunião e de ir e vir.

Não fosse suficiente a assumida, e entusiasticamente assumida, nostalgia do militar da reserva, cuja carreira se deu justamente entre 1973 e 1987, pela Ditadura Militar instaurada em 1964 (ao ponto de defender a tortura e tê-la por insuficiente, os milicos deveriam ter matado uns 30 mil), as recentes declarações de seu candidato a Vice-Presidente (um general explicitamente favorável à “intervenção militar”, ou seja, o golpe de Estado puro e simples), não deixam a menor dúvida quanto à natureza de seu futuro governo, quando, da forma mais descarada possível, prega a substituição da Constituição cidadã de 1988 por uma carta outorgada por notáveis e um “auto-golpe” em 2019 na hipótese do “clima de baderna” torná-lo necessário. O que é mais do que suficiente para não levarmos na conta de mera bravata as suas intenções autoritárias.

Caso eleito, certamente o golpe virá e virá com toda a fúria e retaliação correspondente à sua pregação tresloucada, anti-comunista, homofóbica, machista, e racista, que, infelizmente, não é mera retórica.

Sua monstruosa postura é  mais asquerosa que seus ídolos torturadores, pois não tendo cometido com as próprias mãos os atos admirados, possui um tesão sádico frustrado por fazê-lo que só se satisfará com a imolação de multidões, como os milhões de judeus levados à câmara de gás por Hitler.

É a própria encarnação de tudo o quanto há de mais repulsivo e aterrorizante no Brasil em nossos dias. E a sua tirania não se restringirá, tragicamente, à imposição política incoercível e inquestionável dos mais tresloucados rumos à sociedade brasileira. Mas fatalmente descambará para o morticínio, não só da bandidagem que pretende combater à bala, como na morte concreta de qualquer opositor ou membro de um dos grupos considerados desagradáveis e fora da ordem por seu conservadorismo arcaico e furibundo. Bastará o cidadão ser um militante sindical, ter nascido na condição de  negro, gay, ou ser um índio ocupando área de terras ardentemente cobiçada por um grileiro ou minerador ilegal qualquer, por exemplo, para integrar a lista de candidatos ao extermínio pela força do Estado, ou mesmo dos próprios fiscais de esquina colaboradores do neo-fascismo redivivo.

As dezenas de ataques de seus psicopáticos seguidores a militantes de esquerda,  homossexuais ou simples simpatizantes de Haddad, ocorridos antes e após o primeiro turno, nos comprovam que  o extermínio não somente virá, como já está entre nós e, mais do que uma política de Estado, será a prática sanguinária e costumeira, típica dos regimes fascistas, dos milhares de capitães do mato fanatizados pela pregação intolerante do senhor Jair Messias. Cuja cretinice sádica é tão grande que ainda tem coragem de tripudiar sobre as vítimas de seu programa de extermínio, como mestre Moa do Katendê, dizendo-se irresponsável pelos trágicos crimes de seus “incontroláveis” asseclas – bandidos na pior acepção palavra, muito pior do que o mais cruel e cínico chefão do crime organizado, cuja tara furibunda foi despertada por sua pregação maniqueísta e intolerante

O mais inacreditável, entretanto, é que a maioria de brasileiros que se inclina a enterrar, com seu voto, no próximo dia 28 de outubro, os últimos resquícios de liberdade na “democracia” violada pelo golpe de 2016, grande parte dos quais composta por trabalhadores e membros dos grupos ameaçados, parece não desconhecer nada disto e deixar-se levar pelo ódio e frustração legado pelas mazelas da Era Petista, além do tradicional conservadorismo moralista, profundamente impressionados pela velha e surrada arenga anti-corrupção que  os algozes de Dilma alimentaram fartamente com a Operação Lava-Jato.

Não conseguem enxergar nada além de violência e corrupção, como se uma e outra não fossem o simples resultado crônico de um Estado organizado para manter os privilégios de uma minoria daqui e d’além-mar, gerados no sacrifício de milhões trabalhadores, no país de maior concentração de renda e injustiça social do mundo.

Parecem não compreender que, apesar de repetidas (mesmo com as reprimendas do “mito”) incessantes vezes, as declarações inconvenientes do General Mourão e de Paulo Guedes, candidato a vice-presidente e guru econômico de Bolsonaro, são pura realidade  e espelham suas intenções concretas: a extinção dos direitos a décimo terceiro salário e férias, a ressuscitação do CPMF e uma alíquota única de 20% no imposto de renda, que onera ainda mais os assalariados e alivia a tributação no bolso mais ricos.

Isto sem falar no que está assumido claramente no programa de governo e nas últimas manifestações do candidato, como a tal “carteira de trabalho verde e amarela” que, aparentemente optativa, como o FGTS, se fará obrigatória, e permitirá aos empregadores o exercício pleno e livre da exploração, sem qualquer garantia legal de direito ou proteção para a peonada. Assim como o fim da unicidade sindical, quebrando a representatividade dos sindicatos, as privatizações generalizadas de empresas estatais e principalmente a intenção explícita de “acabar com os ativismos”. Expressão ambígua e vaga que esconde, sob um lençol curto e transparente, o que está reservado para todos aqueles que, em nome de sua dignidade e condição humana, pretenderem reivindicar e militar por seus direitos sociais, trabalhistas, econômicos e culturais: a repressão pura e simples, sob todas formas possíveis e imagináveis do velho tacão militarista e escravocrata, da censura à tortura e ao cru justiçamento sumário, que certamente não será praticado apenas para os “bandidos” comuns, mas a todos aqueles que se opuserem aos desmandos do novo poder.

Este avalanche de ataques aos trabalhadores e aos interesses nacionais não tem outro objetivo, apesar dos pretextos meramente preconceituosos, moralistas e anti-comunistas, que a defesa e aprofundamento da sanha de lucro  e privilégio da burguesia internacional e seus lacaios brasileiros. Para que os grandes grupos econômicos que infelicitam a vida de meia humanidade em prol do sádico prazer da minoria proprietária possam esfolar o gado humano e as riquezas naturais do Brasil até o tutano dos ossos, garantindo a reforma previdenciária “a moda de Bolsonaro” e o retrocesso a um verdadeiro escravismo nas relações de trabalho, além da entrega descarada do patrimônio nacional, é que o capitão recebeu sua missão totalitária e genocida. Assim o golpe de 2016 não terá sido em vão e os nossos amos poderão gozar tranquilos.

O processo principiou e a única forma de detê-lo, ao menos de impedir que ele se  faça sob o disfarce legal das eleições “democráticas” (pois ninguém se iluda que, derrotado, o golpismo fascista tentará impedir a posse de seu oponente, e, frustrado tal intento, depô-lo posteriormente), por mais amargo que possa parecer o remédio a todos que, como eu, têm sérias restrições ao mero assistencialismo do “socialismo petista”, é o voto em Fernando Haddad, sem qualquer dúvida ou o menor vacilo!

Ubirajara Passos

 

 

 

 

 

 

 

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O discurso de despedida de Jango no enterro de Getúlio Vargas


 

“Vai como foram os grandes homens. Tu que soubeste morrer, levas neste momento o abraço do povo brasileiro, levas especialmente o abraço dos humildes, levas o abraço daqueles que de mãos calmas e honradas constroem a grandeza de nossa Pátria.”

Jovem sucessor de fazendeiro são-borjense cuja familia possuía profundas ligações com o clã dos Vargas, desde o século XIX, Jango tornou-se, nos primeiros tempos do exílio de Getúlio (deposto em outubro de 1945 com o apoio dos próprios generais cujos interesses satisfizera durante a ditadura do Estado Novo), íntimo amigo e confidente do velho ex-Presidente, brotando em suas informais tertúlias as raízes que o conduziriam à liderança do PTB, ao Ministério do Trabalho, no último período de governo de seu mestre, e à posição de seu herdeiro político, na qual, sucessivamente Vice-Presidente (por dois mandatos) e Presidente da República, encarnaria, com a radicalização trazida pelos novos tempos, os ideiais de mudança e dignidade para a peonada trabalhadora, já presentes na Revolução de 1930.

Por ocasião da crise desencadeada com o “atentado” ao fascista demolidor de presidentes (o “Corvo” Carlos Lacerda, jornalista e político histérico-demagogo que liderava a ladainha falso-moralista, a serviço dos interesses econômicos internacionais contrariados por seu Gegê), em 5 de agosto, na Rua Toneleros, no Rio de Janeiro, que acabaria culminando com o suicídio do Presidente da República, Getulio daria a Jango uma cópia da Carta Testamento (a outra seria encontrada junto ao bidê do quarto onde se suicidaria e seria lida por telefone para a Rádio Nacional, por Osvaldo Aranha, ainda na manhã de 24 de agosto), recomendando que a levasse consigo para o Rio Grande do Sul e a lesse lá, preparando-se para resistir, pois, depois dele, Getúlio, cairiam sobre Jango.

No enterro de Getúlio Vargas, ocorrido em São Borja, dois dias após o suicídio, em 26 de agosto de 1954, fortemente emocionado, João Goulart leria, na condição de amigo íntimo, discípulo político e líder dos trabalhistas, o discurso abaixo ,em que reproduz e comenta contuntendemente o manifesto deixado pelo mártir da causa nacionalista e da peonada trabalhadora:

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“Meu caro amigo Getúlio Vargas.

Nosso grande e inesquecível chefe.

Aqui estamos com o coração cheio de amargura e os olhos cheios de lágrimas para prestar-te a nossa última homenagem. Se viveste com dignidade, morreste com honra.

A minha homenagem, a homenagem dos são-borjenses, a homenagem de todos os brasileiros presentes e dos que acompanham esta cerimônia em espírito, a maior homenagem que poderíamos te prestar será a leitura da carta que me entregaste antes de te despedires da vida e entrares para a História.

Esta carta será a bandeira, o lema e o catecismo de todos os trabalhadores do Brasil, que, tenho certeza, represento neste instante e que choram como chora todo povo brasileiro a sua morte. Há de ser, também, o hino do povo que recebe com lágrimas o sangue que deste por ele.

Disseste, Dr. Getúlio, duas horas antes de morrer, com a consciência tranqüila, como só podem ter os grandes homens que sempre trilharam o caminho do bem e da verdade, palavras que unirão o povo brasileiro na defesa de todos os princípios que pregaste, desde que iniciaste a vida vida pública, princípios que não morrerão, que serão o nosso estandarte de luta, a nossa bandeira, e que farão com que o nosso pensamento esteja sempre junto do teu pensamento.

A nossa bandeira será a bandeira dos princípios que defendeste durante toda a tua vida, nosso grande amigo e chefe Getúlio Vargas.

‘Não me acusam, insultam-me! Não me combatem, caluniam-me! Não me dão direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação para que não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes. Sigo o destino que me é imposto.

Porque me coloquei contra os grupos econômicos e financeiros internacionais fui objeto de uma revolução e venci.’

Realmente foi essa revolução que trouxe novos horizontes para todos os trabalhadores do Brasil. Foi esta revolução que inspirou e criou as leis do trabalho, pela qual puderam ter liberdade o povo que era escravo e principalmente o trabalhador que vivia oprimido e humilhado.

Deste liberdade aos trabalhadores, e a reação nunca te perdoou.

‘Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao Governo nos braços do povo.’

Voltaste, sim, nos braços deste mesmo povo, que, nesta hora, com lágrimas, vem reafirmar aquela solidariedade que nunca te faltou e que te levou ao Catete e que te levará agora à suprema glorificação. Voltaste nos braços deste povo que nunca esqueceste, nem mesmo minutos antes de deixares esta vida, a caminho da eternidade.

‘À campanha subterrânea de grupos internacionais, aliou-se a dos grupos nacionais, revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei dos lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo, desencaderam os ódios.’

Os trabalhadores sabem que enfrentaste ódio e reação para criar aos que trabalham apenas mais um pouco de pão e tornar as suas existências um pouco mais compatíveis com a dignidade das criaturas humanas.

No entanto, contra mais este pedaço de pão que deste aos trabalhadores, fazendo justiça, levantou-se a reação que te leva a este túmulo.

Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás. E, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero.’

Lembramo-nos, Dr. Getúlio, quando na Bahia enlambuzaste as mãos no petróleo do nosso solo, procurando fazer a independência do Brasil e dos brasileiros. A reação jamais concordou com esta atitude. O grande crime que cometeste foi de procurar fazer com que as riquezas saídas do solo, deste solo onde entra agora teu corpo inanimado, não caíssem nas mãos dos trustes e monopólios. Este foi o teu crime e por isso desejavam o teu castigo!

Disseste ainda: ‘Não querem que o trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja independente. Assumi o governo dentro da espiral inflacionária e descobri os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até quinhentos por cento ao ano.’

Muitos dirigentes dessas mesmas empresas devem estar neste instante com as mãos tintas de sangue, do sangue do homem que procurou impedir a concretização de seus impatrióticos desígnios.

‘Nas declarações de valores do que importávamos, existiam fraudes constatadas de mais de cem milhões de dólares por ano.’

Eram estas as unhas aduncas que roubavam e sugavam o suor dos trabalhadores e do povo brasileiro,que desejavam a tua destruição. Precisavam aniquilar o nosso grande chefe e amigo porque ele representava a liberdade do povo e da Pátria. Mas, eles se enganam. Não destruíram Getúlio Vargas nem seus ideais que sempre estiveram vivos e, agora mais do que nunca, brilham na alma e no coração dos brasileiros.

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Nós, dentro da ordem e da lei, saberemos lutrar com patriotismo e dignidade, inspirados no exemplo que nos legaste. Embora entrando o teu corpo inanimado agora na terra, as tuas idéias entram definitivamente no coração de todos os brasileiros.

‘Veio a crise do café. Valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder.’

Aqui está, também com o coração entrecortado pela dor o teu ministro, o teu amigo Oswaldo Aranha, que é testemunha desse esforço. O Brasil responderá àqueles que exigiam através do teu sacrifício o sacrifício do nosso povo e da nossa Pátria.

‘Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma agressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada posso lhe dar a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o sangue brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida. Escolho este meio para estar sempre convosco.’

Morreste como mártir, tiveste a glorificação que só têm os grandes estadistas, os que sabem viver e morrer. Deste em holocausto a tua vida para que não fossem sacrificadas mais vidas deste povo sofredor e miserável, deste povo que sempre conduziste com dignidade e que soubeste honrar até na morte.

‘Quando vos humilharem, sentireis em vosso peito a energia para luta, por vós e por vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos. O meu nome será a vossa bandeira de luta.’

Tenho certeza, Dr. Getúlio, que o teu nome há de ser sempre a nossa bandeira de luta e bandeira de vitória a favor dos pequeninos e dos humildes por quem viveste e por quem deste a tua vida. Getúlio há de ser sempre o nosso chefe de ontem, o nosso chefe de hoje, o nosso chefe de amanhã.

Cada gota do meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada da resistência.’

Lutaste como um bravo e, injuriado e caluniado, ainda nos últimos instantes de tua vida afirmaste em uma mensagem de despedida ao nosso povo que: ‘Ao ódio respondo com o perdão’.

Só os grandes homens sabem perdoar. Somente um homem como o amigo poderia perdoar aqueles que nesta hora estão com as mãos respingadas de sangue. Perdoaste, e nós, em cima do teu corpo inanimado, seguindo o teu exemplo e com a alma partida, perdoaremos também, colocando o estandarte do teu nome sob o pavilhão auriverde da nossa Pátria.

Disseste ainda: ‘E aos que pensam que me derrotaram, respondo com a minha vitória’. A vitória foi selada com as lágrimas do povo que tanto amaste e tanto defendeste.

‘Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém.’

Para isso estamos aqui, fando em nome de São Borja, falando em nome de todos os trabalhadores da nossa Pátria, dos mais humildes aos mais categorizados, do Amazonas ao Chuí. Eu digo, Dr. Getúlio, este povo não será escravo de ninguém, porque a bandeira que levantaste será a nossa bíblia, o nosso hino, e nos conduzirá um dia à vitória que sempre almejaste para o povo que tanto amaste e pelo qual derramaste o teu sangue.

Disseste mais: ‘Meu sacrifício ficará para sempre. E minha alma e o meu sangue serão o preço do meu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto’.

De peito aberto também morreste, Dr. Getúlio, porque morreste como só sabem morrer os homens de coragem e de dignidade.

‘Ódio, infâmias, a calúnia não abateram o meu ânimo. Dei-vos a minha vida e agora ofereço a minha morte’.

Ofereceste mesmo tudo a este povo que neste instante está aqui derramando lágrimas sobre este caixão, com o coração dolorido e amargurado. Ofereceste a vida pelo povo por quem lutaste toda a existência. Mas, esteja certo, Dr. Getúlio, este povo que dá esta prova de solidariedade nunca trairá os teus ideais. Este povo saberá lutar com todas as suas forças para vitória de tuas idéias, que será a definitiva redenção social e econômica de nossa Pátria, para felicidade de todos os brasileiros.

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‘Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo a caminho da eternidade. E saio da vida para entrar na História.’

Nada podem recear os nomens que são capazes de todas as renúncias e que dizem, ao despedir-se deste mundo: ‘Ao ódio dos meus inimigos respondo com o meu perdão’. As portas do além já estão abertas. Já estás lá, Dr. Getúlio, porque só os homens de bem e os superiores são capazes deste gesto. Foste bom e justo. A tua bondade e o teu espírito de justiça há de nos inspirar sempre.

Dr. Getúlio, já estás a esta hora na história do mundo. Ainda ontem os jornais de Londres afirmavam que havia morrido o grande estadista do mundo. Saíste da vida para entrar na História e podes baixar ao solo que defendeste até as suas entranhas, através da lei regulando o nosso petróleo, levando a certeza de que este povo que amaste e que também te ama, jamais te esquecerá.

Tu estás vivo dentro do nosso coração, e vivos os ideais que defendeste.

Até a volta, Dr. Getúlio. Vai como foram os grandes homens. Tu que soubeste morrer, levas neste momento o abraço do povo brasileiro, levas especialmente o abraço dos humildes, levas o abraço daqueles que de mãos calmas e honradas constroem a grandeza de nossa Pátria.

Nós estamos contigo e contigo está todo o povo brasileiro.”

Eleito Vice-Presidente da República, em votação direta e específica para o cargo, conforme dispunha a Constituição de1946, em 1955 e 1960 (tendo como presidentes titulares Juscelino Kubitschek e Jânio Quadros, o último de chapa contrária à da coligação PSD-PTB, liderada pelo Marechal Henrique Batista Teixeira Lott), Jango assumiria a presidência da República (com poderes reduzidos em razão de uma golpista emenda parlamentarista, que viria a ser revogada em plebiscito, pelo voto popular, em janeiro de 1963), após a gigantesca resistência civil-militar liderada pelo Governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola (a Legalidade, de que uns dos grandes instrumentos eram os pronunciamentos e comunicações radiofônicas feitos a partir da Rádio Guaíba, de Porto Alegre, para todo o Brasil, e, em ondas curtas, para o exterior), em 7 de setembro de 1961.

Procurando aprovar no Congresso, de maioria conservadora, cheio de burgueses e latifundiários, as Reformas de Base que possiblitariam um mínimo de dignidade à massa de camponeses, estudantes e trabalhadores, como a Reforma Agrária, Urbana, Universitária, entre outras, além da nacionalização das refinarias particulares de petróleo e da limitação legal da remessa dos lucros das multinacionais às suas sedes, no estrangeiro, seria deposto, em abril de 1964, no auge de sua popularidade, que alcançava, então, mais de 70%, em um golpe militar realizado sob os mais moralistas e cretinos pretextos (com o velho apoio do golpismo lacerdista da UDN e dos fazendeirões e apaniguados privilegiados do PSD, assustados com a mobilização desde então nunca vista dos movimentos populares), de que resultaria o miserável e violento Brasil que hoje vivemos, deformado política e culturalmente por 21anos de ditadura formal (só definitivamente extinta com a promulgação da Constituição de 5 de outubro de 1988, há quase trinta anos), regime do qual se herdou o privilegiamento e a descaração parlamentar e política nos níveis hoje tão denunciados pela própria corrente fascista que os criou e que agora, a seu pretexto, nos jogou em nova, e informal, ditadura, que está levando de arrasto as últimas garantias sociais do povo brasileiro.

Ubirajara Passos

Clamor aos quartéis: ingenuidade ou pendor autoritário?


Pode parecer contraproducente e rançoso que, ao invés de aprofundar a análise do momento social do Brasil e tentar influenciar (dentro da enorme limitação de possibilidades de um mero blog libertário lido por meia dúzia, cujo alcance é pífio mesmo que seja na discussão teórica) a rebelião profunda e necessária ao estado de coisas a que chegamos nestes país desde o golpe paraguaio de 2016, insistamos em rebater o ruído das viúvas da farda verde-oliva, mas este é tão insistente que se faz necessário ir ao fundo da sua natureza.

Diante dos clamores enfurecidos e apaixonados pela “INTERVENÇÃO MILITAR” no Brasil é bom que se diga que, ao contrário do que muito gente pensa, não são mera manifestação infantil de desamparo, nem decepção com a podridão ética generalizada da classe política atual.

Quem apoia a milicada, salvo casos de extremo desespero (o que explica, mas não justifica a atitude) ou obtusidade mental crônica, na verdade tem pendores autoritários. São aquelas pessoas que acreditam que tudo deve ser organizado verticalmente, de uma grande empresa à própria família, que acreditam na educação dos filhos debaixo do pau e da carranca, que vêem crime e devassidão por todo o lado e não admitem a possibilidade do bicho humano viver senão debaixo da repressão e da “disciplina” autoritária!

Esta doença biopática tem nome e foi diagnosticada há uns bons oitenta anos pelo discípulo dissidente de Freud WILHELM REICH: chama-se PESTE EMOCIONAL e sua expressão política é o FASCISMO!

A liberdade importa necessariamente em consciência da realidade e responsabilidade pela própria vida.

O povo brasileiro, ao contrário do que propala a mídia sacana, se mata diariamente trabalhando de sol a sol e sua desgraça não advém do exercício da liberdade, mas do fato de ter toda sua vida organizada pela vontade de uns poucos, que usufruem dos privilégios mais inimagináveis, através de seu sacrifício, inclusive os políticos corruptos.

Não foi o exercício da liberdade (que para muitos “não tem nada de positivo, só serviu para a juventude consumir drogas e resultou em caos e corrupção”), o decidir segundo seus pendores e necessidades a própria vida, que nos colocou  na desgraça vigente, pois ele praticamente não existe numa sociedade como a nossa.

A corrupção não é resultado do regime democrático, mas pelo contrário, de uma ordem organizada verticalmente, onde a maioria dos políticos ocupam seus cargos não apenas no proveito próprio, mas na defesa dos interesses do grande capital nacional e internacional, que deles precisa para legalizar e aprofundar o massacre exploratório a que a maioria vive exposta.

As drogas são produzidas e jogadas no meio da sociedade por estes mesmos detentores do poder econômico, seu negócio é o mais rentoso no mundo depois da venda de armas e colabora para a inconsciência e prisão mental que mantém o moderno escravismo.

A solução, portanto, está em assumirmos o nosso próprio destino, em corrermos toda esta politicada e, ao invés de sair correndo atrás de um pai iluminado e todo poderoso, nos auto-organizarmos em cada unidade de trabalho, em cada bairro e cidade, Estado e na nação.

É preciso que o povo trabalhador se faça o protagonista de sua própria vida. Se este processo for deflagrado, se assumirmos esta responsabilidade, as lideranças naturalmente surgirão, e se estivermos atentos, poderemos podá-los na primeira manifestação de autoritarismo ou corrupção.

Não se combate o desvio da democracia com ditaduras, mas com o aprofundamento radical da democracia, concreta e efetiva, alicerçada no debate deliberação e comprometimento livre e determinado do conjunto dos indivíduos, do grande rebanho de trabalhadores moídos diariamente no escravismo assalariado, muito além do formalismo do Estado representativo falido que nos foi legado justamente pela cultura e hábitos de procedimento (principalmente os privilégios aristocráticos insanos de parlamentares, políticos e altos agentes públicos em geral) que nos foram legados pelos anos infelizes de regime militar!

Ubirajara Passos

 

“INTERVENÇÃO MILITAR”: porque temos de combater com todas as forças a pregação deste absurdo?


“INTERVENÇÃO MILITAR!” Este é o brado frequente e cada vez maior que se ouve nas marchas espontâneas em apoio à greve dos camioneiros, bem como nas postangens de facebook e whats app, nas mesas de buteco e nos fuxicos da esquina.

O que pretendem afinal os defensores iludidos ou mal intencionados de tal cretinice?

Entregar nossas vidas nas mãos de um general treinado para comandar homens em morticínio, que passou a vida na caserna a dar ordens peremptórias e receber continências como se fosse um deus, que só sabe impor a velha disciplina da tirania inquestionável em nome do simples cumprimento de ordens? Abdicar da administração comum de nossas vidas que, para o bem ou para mal, só a nos pertence para uma classe de homens treinados para matar em nome do poder, que se julgam acima de tudo e de todos por possuírem legalmente o monopólio do uso da violência armada com armamento pesado contra a agressão externa, não lhes cabendo voltá-la contra o povo do país?

Se algum maluco acha legítimo e pretende, diante da falência do Estado representativo, a entrega do destino coletivo do Brasil a algum “pai tutelar” por que não clama pela entrega do poder a um “ungido e iluminado” proprietário de uma rede mundial de “igrejas” destas cuja enorme renda se sustenta do estelionato religioso sobre o desamparo emocional e econômico de seus fiéis ou às famílias dos maiores acionistas das grandes multinacionais que nos exploram?

Seria tão absurdo e coerente quanto entronizar no Palácio do Planalto novamente a milicada!

A quartelada de 1º de abril de 1964 foi um golpe atroz tramado pelos próprios americanos em conluio com latifundiários, burgueses e lacaios de multinacionais para derrubar um governo que pretendia garantir um mínimo de dignidade ao povo trabalhador. Golpe responsável pelo modelo econômico e a política de mídia e cultura que nos legou o Brasil da violência, da miséria e ignorância que desde então vivemos!

Não existe ditadura soft muito menos milicos comprometidos com os interesses do povo trabalhador.

De resto, a gestão dos interesses nacionais pertence à sociedade em si e não a nenhuma categoria detentora do monopólio do uso da violência.

Não existe tutor legítimo sobre uma sociedade inteira , esteja ou não o Estado formal carcomido.

Nunca é demais lembrar aos iluminados defensores do golpe o conteúdo que (ainda que não plenamente vigente em razão da ditadura informal do sr. Temer)  continua formalmente inscrito e válido no início do primeiro artigo da Constituição Federal:
TODO PODER EMANA DO POVO!

Ubirajara Passos

 

Repressão militar da greve dos camioneiros mergulhará o Brasil num mar de sangue. É PRECISO RESISTIR E DERRUBAR A DITADURA DE MICHEL TEMER!


Ao determinar a repressão militar sobre a greve dos camioneiros, o governo Temer reedita a república dos coronéis, tratando a questão social como um caso de polícia, e o Império escravista, usando o exército como capitão do mato contra trabalhadores sofridos e oprimidos, que cometeram o crime de tomar coragem e paralisar os próprios braços e o país contra o massacre econômico que atinge 99% da população brasileira.

Estes homens vão resistir e vai haver uma monstruosa chacina a nível nacional.

Sejamos bem vindos à Síria.

Se nem isto sensibilizar a peonada oprimida, e levá-la à greve geral contra a quadrilha no governo que quer nos brindar com um mar de sangue, se as burocracias sindicais e os movimentos políticos e populares democratas e pró-trabalhadores não forem capazes de assumir o papel de resistência e derrocada da opressão que o momento lhes reserva, nos estará restando o infeliz e indigno destino de gado masoquista, apático e cabisbaixo!

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DEPOIMENTO DO CAMIONEIRO DEDECO Clique aqui para assistir ao vídeo

Divulgue este texto e o vídeo acima para o máximo de contatos possíveis, entre em contato com seu sindicato, federação, central, partido, associação… e exija seu posicionamento imediato pela GREVE GERAL contra o aumento dos combustíveis, dos preços dos produtos em geral, pela revogação da REFORMA TRABALHISTA, pela derrubada do governo ilegítimo que ameaça transtornar de vez o Brasil e a constituição de um governo que represente os interesses e a vontade da grande maioria que trabalha de sol a sol para sustentar o privilégio do poder econômico internacional e seus lacaios sociais e políticos nacionais!

Ubirajara Passos

 

Temer escancara a ditadura e pretende botar exército nas ruas contra a greve (mais do que justa) dos caminhoneiros. SÓ RESTA DEFLAGRAR A GREVE GERAL E DERRUBAR O GOVERNO USURPADOR!


Para que não haja dúvidas, reproduzo abaixo na íntegra a matéria veiculada no portal do Correio Braziliense no final desta manhã:

Temer usará Forças Armadas para conter greve dos caminhoneiros

Publicado em Economia

O presidente Michel Temer está finalizando uma reunião no Palácio do Planalto para anunciar o uso das Forças Armadas para conter a greve dos caminhoneiros. O presidente fará o anúncio em pronunciamento ainda na manhã desta sexta-feira (25/05).

O texto do pronunciamento está sendo fechado entre o presidente e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Raul Jungmann (Segurança), Sérgio Etchgoyen (Gabinete de Segurança Institucional) e Joaquim Silva e Luna (Defesa).

Temer entende que o governofez um acordo com os caminhoneiros, mas a insistência deles em fechar estradas o levou a tomar medidas mais enérgicas. Postos de combustíveis estão desabastecidos e voos sendo cancelados em vários aeroportos, sobretudo em Brasília.

Para Temer, a situação saiu do controle. O governo precisa mostrar à sociedade que há um poder constituído e que não tolera abusos. Na noite de quinta-feira (24/05), o Palácio do Planalto fechou acordo com os caminhoneiros para que a greve fosse suspensa imediatamente. Mas os protestos continuam, causando enormes transtornos à população. O acordo foi fechado por 15 dias, com redução de 10% no preço do diesel.

Na avaliação do Planalto, pegou muito mal a avaliação pública de que o governo está refém e acuado ante os protestos dos caminhoneiros. Temer quer mostrar, com o uso das Forças Armadas, que o governo mantém total controle da situação, apesar do caos instalado no país.

Temer também precisa dar uma resposta politica a aliados, que cobram um governo mais firme ante os abusos. Para se ter uma ideia da gravidade da situação, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, decretou estado de emergência na cidade. Serviços públicos essenciais estão sendo suspensos por total incapacidade da prefeitura de prestá-los. Há desabastecimento de combustíveis na cidade, que quase parou nesta sexta-feira.


Ou seja, o governo produto de um golpe parlamentar que assumiu o programa econômico e social mais nefasto e absurdo de toda a História do Brasil e teve o desplante de elevar o preço da gasolina, do diesel, do gás de cozinha, entre outros tantos, a níveis indenfensáveis mesmo no mais selvagem dos capitalismos vigentes no mundo (ao mesmo tempo em que manipula os índices oficiais de inflação, a moda da ditadura militar nos idos tempos de Médici e Delfim Neto, até para que a peonada não receba qualquer reajuste salarial); que conseguiu revogar na prática os últimos direitos trabalhistas, e pretendia extinguir-nos a aposentadoria; que foi com tanta sede ao pote na atitude predatória ao ponto de elevar os preços  dos combustíveis ao nível do insuportável e, provocando a ira de seus antigos aliados (os caminhoneiros), conseguiu jogar o Brasil no caos da paralisfação de transportes, do desabastecimento generalizado (que já atinge até os hospitais), inviabilizando, no âmago e sem recurso, a VIDA DE TODOS OS BRASILEIROS, pretende agora jogar o país na GUERRA CIVIL e impor pela força ditatorial os seus pendores, em nome de  uma autoridade que ninguém lhe deu, chefe que é de uma quadrilha política que usurpou o poder em prol dos próprios interesses mesquinhos e do grande capital internacional.

NÃO HÁ MAIS SAÍDA! OU TODA A POPULAÇÃO AFETADA, A GRANDE MASSA DE TRABALHADORES QUE SE ESFALFA DIARIAMENTE TRABALHANDO EM TROCA DE MIGALHAS PARA ENCHER OS BOLSOS E PROPICIAR A SACANAGEM CHIQUE DA BURGUESIA INTERNACIONAL, SEUS LACAIOS BRASILEIROS E RESPECTIVOS REPRESENTANTES POLÍTICOS CORRUPTOS, SE REBELA DE VEZ CONTRA ESTE ABSURDO E DEFLAGRA A GREVE GERAL PELA DERRUBADA DO GOVERNO USURPADOR DE TEMER E A REVOGAÇÃO DE TODOS OS ATOS DE LESA-PÁTRIA POR ELE COMETIDOS DESDE O GOLPE DE 2016 OU SÓ NOS RESTARÁ PADECER, MUDOS E CABISBAIXOS, SOB O TACÃO FEROZ E CRETINO DE UMA DITADURA ESCANCARADA!

GREVE GERAL JÁ! FORA TEMER JÁ! PELA CONSTITUIÇÃO DE UM GOVERNO POPULAR, SOCIALISTA E REVOLUCIONÁRIO A PARTIR DA ORGANIZAÇÃO DA PEONADA TRABALHADORA EM CADA CIDADE, ESTADO E REGIÃO!

Ubirajara Passos

 

Greve dos caminhoneiros deixa a nu a falência do completa do Governo Temer e seu massacre econômico. É HORA DA GREVE GERAL PARA DAR UM BASTA JÁ!


Pouco interessam os equívocos da mentalidade pequeno-burguesa (em razão da própria natureza do trabalho da categoria na sociedade capitalista).

O fato é que os caminhoneiros, COM TODA A SUA MENTALIDADE REACIONÁRIA, SE VIRAM FORÇADOS A IR À GREVE EM RAZÃO DO DESCALABRO ECONÔMICO-SOCIAL IMPOSTO PELO GOVERNO GOLPISTA.

E ESTÃO DANDO UM SHOW DE ORGANIZAÇÃO E PERSISTÊNCIA EM TODAS AS CENTRAIS E SINDICATOS DE TRABALHADORES DO PAÍS.

Realmente este é o momento não de APOIAR os slogans fascistas da greve, MAS DE APROVEITAR o “CAOS” de abastecimento dela decorrente e partir para a GREVE GERAL contra todo o desmando sócio-econômico que está nos fazendo agonizar à míngua.

O preço da gasolina é apenas um dos tantos abusos a que a imensa maioria dos trabalhadores brasileiros vem sendo submetida depois do golpe de 2016 e da REVOGAÇÃO NA PRÁTICA DOS DIREITOS TRABALHISTAS NO ANO PASSADO!

Se até uma categoria de imaginário e atitude reacionária acordou, está mais do que na hora da PEONADA SAIR DA LETARGIA!

O início da SUA REDENÇÃO não está numa eleição viciada que poderá nem ocorrer, MAS NA REBELDIA AGORA E JÁ CONTRA TODO O DESCALABRO ANTI-POVO QUE NOS INFELICITA!

GREVE GERAL JÁ! FORA TEMER JÁ! PELA CONSTITUIÇÃO DE UM GOVERNO POPULAR, SOCIALISTA E REVOLUCIONÁRIO A PARTIR DA ORGANIZAÇÃO DA PEONADA TRABALHADORA EM CADA CIDADE, ESTADO E REGIÃO!

Ubirajara Passos