“INTERVENÇÃO MILITAR”: porque temos de combater com todas as forças a pregação deste absurdo?


“INTERVENÇÃO MILITAR!” Este é o brado frequente e cada vez maior que se ouve nas marchas espontâneas em apoio à greve dos camioneiros, bem como nas postangens de facebook e whats app, nas mesas de buteco e nos fuxicos da esquina.

O que pretendem afinal os defensores iludidos ou mal intencionados de tal cretinice?

Entregar nossas vidas nas mãos de um general treinado para comandar homens em morticínio, que passou a vida na caserna a dar ordens peremptórias e receber continências como se fosse um deus, que só sabe impor a velha disciplina da tirania inquestionável em nome do simples cumprimento de ordens? Abdicar da administração comum de nossas vidas que, para o bem ou para mal, só a nos pertence para uma classe de homens treinados para matar em nome do poder, que se julgam acima de tudo e de todos por possuírem legalmente o monopólio do uso da violência armada com armamento pesado contra a agressão externa, não lhes cabendo voltá-la contra o povo do país?

Se algum maluco acha legítimo e pretende, diante da falência do Estado representativo, a entrega do destino coletivo do Brasil a algum “pai tutelar” por que não clama pela entrega do poder a um “ungido e iluminado” proprietário de uma rede mundial de “igrejas” destas cuja enorme renda se sustenta do estelionato religioso sobre o desamparo emocional e econômico de seus fiéis ou às famílias dos maiores acionistas das grandes multinacionais que nos exploram?

Seria tão absurdo e coerente quanto entronizar no Palácio do Planalto novamente a milicada!

A quartelada de 1º de abril de 1964 foi um golpe atroz tramado pelos próprios americanos em conluio com latifundiários, burgueses e lacaios de multinacionais para derrubar um governo que pretendia garantir um mínimo de dignidade ao povo trabalhador. Golpe responsável pelo modelo econômico e a política de mídia e cultura que nos legou o Brasil da violência, da miséria e ignorância que desde então vivemos!

Não existe ditadura soft muito menos milicos comprometidos com os interesses do povo trabalhador.

De resto, a gestão dos interesses nacionais pertence à sociedade em si e não a nenhuma categoria detentora do monopólio do uso da violência.

Não existe tutor legítimo sobre uma sociedade inteira , esteja ou não o Estado formal carcomido.

Nunca é demais lembrar aos iluminados defensores do golpe o conteúdo que (ainda que não plenamente vigente em razão da ditadura informal do sr. Temer)  continua formalmente inscrito e válido no início do primeiro artigo da Constituição Federal:
TODO PODER EMANA DO POVO!

Ubirajara Passos

 

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