Soneto do Segundo Dia


O soneto da segunda-feira acabou por me inspirar uma heptalogia, da qual aí vai publicada a continuação:

Soneto do Segundo Dia

 Na terça o peão ainda se arrasta,
Mas, já acostumado,
Ao relho, pragueja. 

Lanhado, no tranco,
Vai ceifando o dia.
Como foice fosse.

Derruba trabalho,
Almoço, jornais,
Atropela a rua,
Mastiga os seus ais. 

E, olhar vidrado, no final da tarde,
Entorna uma dose, e se vai cambaleando
De trago e cansaço,
Feito um “Satanás”! 

Gravataí, 28 de novembro de 2012 

Ubirajara Passos

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