Móvel Falante


Poeminha medíocre e auto-explicativo escrito há uns doze dias:

Móvel Falante

Assassinaram-me o poeta, o transformaram
E
m guia auxiliar de entregador de pizza.

Isto quando alguma criatividade
Me é permitida,
O contumaz é a rotina burra
De um despertador ou microondas.

Vivo tão seco, sonolento e previsível
Que até o cachorro do fundo do quintal,
Eternamente preso e obcecado
No seu latido, é mais surpreendente.

Quando algum vento qualquer de entusiasmo
Se insinua nos meus galhos, eu bocejo
Solenemente e volto a dormitar,
Velho carvalho carcomido e entediado.

Gravataí, 21 de agosto de 2011

Ubirajara Passos

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Um comentário em “Móvel Falante

  1. Prezado Sr. Ubirajara,

    Se possível, eu gostaria de conversar com o senhor, pois tenho muitas dúvidas em relação a muitas coisas, não consigo ter bom convívio com as pessoas por não concordar com suas norminhas e padrões, mas lendo seus sermões pude encontrar um conforto e confiança em tudo o que eu penso sobre a sociedade.
    Por favor, só me dê uma oportunidade.

    Atenciosamente,

    Priscila Martins Alves

    http://www.facebook.com/profile.php?id=100001600086755 – Facebook
    Msn – pryscila.196@hotmail.com

    Curtir

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