A uma parceira, infeliz, controladora


Poema auto-explicativo parido há pouco:

A uma parceira, infeliz, controladora:

Não me discipline.
Não mate o melhor que existe em mim.

Não me reduza a um rol de atividades,
A um cronograma insípido e impessoal,
Porque sou terrivelmente ineficaz
Como autômato de carne e osso.

E a vida instigante e arrebatadora
Jamais te fará perder o chão
E girar, livre, num terrível torvelinho,

Jamais te agitará o sangue,
Te arrebatando do sacórfago em que vives,
Se não deixares que, ao teu lado,
Eu respire intenso, livre, solto e incontrolável
Como o gelado e imprevisível minuano.

Gravataí, 20 de agosto de 2011

Ubirajara Passos

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