Extra! Descoberto anti-depressivo natural mais eficaz que a fluoxetina: a banana!


Não se preocupe o leitor, que este blog, apesar do título acima (redigido no mais perfeito sensacionalismo irreverente, a moda das manchetes do jornal porto-alegrense O Sul), não se rendeu ao charlanismo médico-científico da mídia capitalista colonial, nem pretende comercializar a fruta pela internet.

O fato é que, outro dia, me encontrava absorto em meu trabalho, quando uma colega me apontou no “Clic RBS” (site noticioso do império jornalístico da família Sirotsk, associada da Rede Globo no sul do Brasil) a notícia inusitada, veiculada com todo o ar de novidade e dogmatismo peculiar a nossa imprensa burguesa.

Segundo o informativo eletrônico, a banana é riquíssima em vitamina B-6. Possuindo, portanto, excelentes propriedades no combate da insônia, irritabilidade e fadiga (sintomas secundários que, reunidos simultaneamente, são típicos da depressão).

Não foram necessários nem dois segundos de reflexão para que um safado como eu se desse conta de que, além dos evidentes e irrefutáveis efeitos terapêuticos neurológicos e emocionais referidos, há outros (ao menos no plano metafórico) de que o mestre Reich já sabia há uns bons setenta anos!

Conforme o descobridor do orgone (a energia fundamental do tesão cósmico, responsável pela vida e pela excitação sexual dos seres vivos), a absoluta maioria da humanidade padecia as piores neuroses e doenças psico-somáticas justamente pela falta (especialmente no caso das matronas ou solteironas rabugentas, autoritários e delatoras) ou mau uso da banana (de que derivaria a incompletude do clímax do prazer corporal nos seres humanos, inclusive nos machos sádicos cuja banana serve antes como instrumento de agressão que de prazer recíproco). Do que concluía que o consumo físico e emocional adequado e prazeroso da banana humana resultaria na própria redenção da espécie.

Mas, com mais dois segundos de reflexão, constatei algumas utilidades diversas das já apontadas, relacionadas diretamente às características linguísticas metafóricas e antropológicas do “falo vegetal” que, casual e estranhamente, dá em qualquer canto do Brasil, país abençoado por todos os tipos de foda (nem que seja aquela que os burgueses e governantes propiciam diariamente ao grosso do povo com sua opressão).

Assim  é que, devidamente utilizada, uma bela banana dada para patrões, fiscais de trânsito, venerandas e masculinizadas matronas opressoras, pode muito bem nos libertar de 90% dos pequenos e acachapantes empecilhos quotidianos que empesteiam nossas vidas.

Para extirpar os outros 10%, entretanto, é preciso mais que saco cheio e irreverência. Ou seja, uma boa dose de coragem e completo desapego pelo falso conforto de uma vidinha pequeno-burguesa “remediada”. E total nojo, bem como uma santa raiva, dos ladrões com registro na Junta Comercial (os capitalistas) e seus ilustres lacaios (políticos, jornalistas, agentes do Estado e da mídia de um modo em geral), nos quais   é necessário enfiar a banana até o fundo, de modo a fudê-los (no mau e justificadamente sádico sentido) e fazer desaparecer definitivamente do planeta suas infelizes carcaças e atitudes exploratórias e opressivas.

Seja qual for o teu problema, caro leitor, não se esqueça. Muito possivelmente a sua solução não se encontra em nenhum manual de auto-ajuda ou nos cursos cheios de glamour e gracinhas pseudo-humorísticas (que não têm graça nenhuma, pois se destinam a nos fuder o fiofó com o disfarce pretensamente bem humorado de sua vaselina) da “qualidade total”. Mande solenemente à merda todas as recomendações e insinuações  domesticadoras e imbecilizantes e faça bom e absoluto uso da banana (tanto da própria quanto da alheia ou, até mesmo, da simples fruta tropical)!

Se, nos anos quarenta do século vinte, a propaganda governamental nos rádios insistia que era preciso acabar com a saúva, “ou a saúva acaba com o Brasil”, hoje, com certeza, a última (e remota) possibilidade que temos de nos livrar do totalitarismo circense da pax luliana (agora renovada por uma Presidente da República que parece possuir uma senhora banana caturra no meio das pernas, pronta para nos currar) é esquecer o acanhamento moralista e fazer uso da banana (nem que seja a de dinamite)!

Ubirajara Passos

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