QUE BOSTA DE ET! (o fiasco “astronômico” da Nasa)


Segunda década do século XXI. Não temos ainda foguetes propulsores particulares para transportar-nos individualmente pelo espaço, nem os traficantes cariocas contam com pistolas de raio laser desintegradoras. Mas, há trinta anos, o máximo de que dispunha um ser humano comum para escrever com alguma modernidade tecnológica era uma máquina elétrica, o cúmulo do avanço fotográfico eram as Polaroids e aparelho de fax era um bicho estranho recentemente adotado somente em restritíssimos círculos dos centros imperialistas. E hoje temos tudo ao nosso alcance e desejo, para ver e manipular, num simples pen-drive, num netbook ou telefone celular, transmitindo e armazenado fotos, textos, sons e imagens como se fossem idéias, em diminutos circuitos eletrônicos que atendem pelo nome de chip.

Se, nos anos oitenta, para se saber qual era a ração favorita de um tigre himalaiano era necessário ter um mínimo de dinheiro, paciência e informação para adquirir literatura especializada, hoje qualquer um, por uns quantos centavos, pode, em segundos, percorrer os mais diversos escaninhos do planeta, viajando por imagens aéreas detalhadas ou informações escritas as mais variadas, via internet, e até obter o e-mail do tal tigre.


Num mundo doido destes, em que os antigos sonhos e delírios parecem ter mais substância que a mais dura rocha ao nosso pé, em que a realidade virtual suplanta as “viagens psicodélicas” de qualquer viciado em LSD, a informação da agência espacial yankee, a NASA, de que faria revelações extraordinárias sobre a existência de vida extra-terrestre só poderia nos insuflar as mais histéricas, ansiosas e fantásticas expectativas.

Finalmente o governo do império capitalista central revelaria, após décadas de ridículo segredo militar, a existência de pessoas inteligentes, com tecnologia muito superior a nossa, vindas de outros mundos e com biologia não humana. Esperávamos todos, mesmo, assistir embasbacados, um ET (ou uma gostosa e insinuante extra-terrestre) qualquer, enfiado em seu vistoso uniforme de fibras cibernéticas inteligentes, dando entrevista em rede mundial.

Definitivamente as teorias de Erick Von Daniken, custosa e persistentemente alicerçadas em pesquisas e viagens pelos sítios arqueológicos ao redor do mundo (que sempre foram motivos de deboche dos empolados e assexuados “cientistas oficiais”) seriam confirmadas. E as experiências de vítimas de abdução e testemunhas oculares da presença de discos voadores não seriam mais vistas como manifestações psiquiátricas ou pura falcatrua!


Cientes da grandiosidade das milhares de espécies inteligentes humanóides existentes pelo espaço afora, quem sabe, ao menos pelo clássico aperto espontâneo do cu, algozes burgueses, seus lacaios e peões colaboracionistas ou simples oprimidos, largariam de mão seus recalques, masoquismo e sadismos eternos para se renderem à grandiosidade de um mundo bem maior e mais doido que a nossa virtualidadezinha de araque, trazendo os nossos grandes dramas para o nível merecido de picuinhas de crianças no jardim da infância. E adotando o socialismo como princípio mínimo e inconteste da vida humana na Terra!

Contudo, eis que, ao invés de um vídeo, não manipulado, de Cristo pisando no solo terráqueo, após aterrissar num flamante disco voador, a grandiosa revelação americana foi mais tediosa e decepcionante que a eleição de um negro elitista, com pompas de branco sulino e sobrenome “terrorista” de “hediondo” árabe para a presidência dos United States. Os vaidosos biólogos yankees, inchados pela luz dos holofotes televisivos,  tiveram a honra suprema de nos avisar a todos que, num lago qualquer da Califórnia (este país mambembe de pura palhaçada, de origem hispânica precária e muita herança anglo-vigarista) havia sido encontrada uma bactéria doidona que prefere se drogar com arsênio que com fósforo, garantindo a surrada possibilidade de existir, no espaço afora, zilhões de outras formas de vidas não restritas à mesmice bioquímica da Terra!


Na verdade o que não puderam revelar, por que pareceria muito anti-científico, pouco pudico e nada “ético” para um cientista da grande agência espacial, é que o achado consiste num microorganismo de natureza fecal. A microscópica plantinha encontrada não passa de um simples membro de umas tantas espécies, entre milhares de colônias, de bactérias que nascem e proliferam na merda!

Um ET, de saco cheio com a burrice da humanidade, especialmente de seus entojados especialistas na pesquisa racional empírica (que atendem pelo sacrossanto nome de cientistas) resolveu cagar num lago qualquer, não porque quisesse nos dar uma lição, mas porque estava com uma tremenda dor de barriga, depois de tomar umas quantas dúzias de cerveja importada da constelação de Órion, acompanhada de uns xis-burgueres de alfa centauro, e ali ficou a bacteriazinha, prima dos nossos coliformes, para dar testemunha da “grande bosta” após sua dissolução em reles água terrestre poluída.

Ubirajara Passos

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