Meditação Vadia


Poema escrito após um cansativo e tedioso domingo “familiar”:

Meditação Vadia

Um interlúdio mudo e preguiçoso
À sombra da paineira secular,
Uma mateada solitária junto à curva
De um esbraseado alvorecer, no arrepio
Da brisa frouxa, tranqüila e vagabunda,

Um pouco de rotina,
Sonolento
Espairecer, na penumbra da sacada,
Num fim de tarde qualquer, enquanto arde
Na rua continuamente insone
O infinito fogo dos conflitos,

É o meu ideal absoluto e desejado
Frente ao berreiro falso e inócuo
De noticiários e fofocas quotidianos,
De ficções novelísticas e segredos
De traições profissionais ou amorosas
Que embala o sono desperto, os sobressaltos
De todo dia do rebanho humano.

Gravataí, 29 de novembro de 2010

Ubirajara Passos

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