A BÍBLIA DO PERUCA: Os Três Gays Magros


Eles passaram à história da humanidade peruca, por uma confusão básica do escribas babões, com o nome de os três reis magos. Mas, muito embora se dedicassem a práticas ocultistas, eram na verdade os três gays magros. Sua legendária magreza, ao contrário do que supõe alguns, que dizem se tratar de grandes faquires indianos, fora resultado de uma AIDS adquirida num culto mágico-sexual necrófilo egípcio, com o defunto do faraó Tuintão-camão, havia anos quando se sucedeu o estranho evento aqui narrado. Aliás, orgia e sexo bizarro eram o forte do trio homossexual, que, em algumas versões da Bíblia de Perucalém, figura como quarteto, “Os quatro gays magros”, pois era notória a existência de um outro integrante, animal, um burro de nome Élbinius, que participava de suas bacanais zoófilo-gays.

Naquela noite, depois de umas vinte rodadas de haxixe, passado de mão em mão num comprido e grosso narguilê, os magérrimos gays do Oriente, começaram a enxergar umas luzes coloridas que foram crescendo de tamanho e subindo, além da conta, até atingirem o céu e se transformarem numa enorme estrela com rabo de burro (um verdadeiro cometa!)  com as sete cores do arco-íris, que se deslocava para o ocidente.

E do estranho canhão de luz, saiu uma voz estridente e adamada, que os três alucinados ouviram, e lhes dizia: “sigam-me até onde eu parar e lá vereis num estábulo que nasceu o salvador da humanidade, Jesus Peruca, que nos há de redimir a todos! Peguem incenso (não haxixe), ouro (pode ser daquelas enormes pulseiras) e mirra (mas não aquela roubada do sarcófago do Tuintão-camão), montem no jumento (mas pra andar, não daquele jeito que vocês fazem, ou ele com vocês, nestas orgias de zoofilia mágica) e vão lá abençoar a criancinha! Mas tenham cuidado pra não confundi-la com o filhote do burro que também está dormindo no curral, ao lado do menino, em Belém, da Palestina, não do Pará, tá, suas desvairadas?”



Assim, tendo se embriagado no caminho, e feito a maior farra pelados nos jardins suspensos da Babilônia, na virada do ano-novo, o trio veado do Oriente chegou estropiado, lá pelo dia 6 de janeiro, depois de montar todos de uma vez no pobre Élbinius (e variar, durante a jornada, umas quantas vezes de posição, seguindo dois montados e um puxando o cabresto, ou um montado e dois a pé), carregando o burro nas costas, junto à manjedoura onde dormia, roncando como um bêbado, o menino Jesus Peruca!

Bateram palmas e deram gritinhos por uns vinte minutos, até que uma sonolenta Virgem Maria Peruca (que de virgem não tinha nem as orelhas, pois o Espírito Santo andara satisfazendo seu tesão nela umas quantas vezes, até engravidá-la do Messias Peruca), saiu à porta do galpão de estância, dando com o quarteto.

Depois de encarar, da cabeça aos pés, as extravagantes criaturas, a “divina” (tem tanto assim, pois tinha uma enorme  berruga no nariz e mancava de uma perna) senhora, disparou, se dirigindo à Baltasar (que era negrão e trazia um balaio de incenso como presente):

Ô meu filho, vai te mandando daí com este negócio, que isto não é casa de mãe de santo pra fazer defumação não, ô rapaz!  E, voltando-se, para Gaspar (que era loiro, mas tinha estranhos olhos puxados e abraçava um ponte de mirra):

E isto aí? Que coisa é esta, ô tipo?

É “mirra”, ó venerável, senhora… vinda dos distantes templos da Índia!

Pois pode enfiar este troço aí no rabo, que eu não sei pra quê que serve, esta porra! E vai-te daqui, também diabo esquisito!  E , fazendo um reverente salamaleque,  Maria Peruca, que era peruca, mas não era burra, disse a Melchior (que era branco, de barbas e cabelos brancos) e portava um carregamento de ouro:

O senhor faça o favor. Bem se vê pelo seu vetusto e honorável aspecto que é pessoa de muitos bons costusmes e méritos. E este seu amigo aí (falou, referindo-se ao jumento), faça a honra de adentrar minha pobre casa, também! É a cara de meu filhinho Jesus Peruca!

Uma vez dentro do estábulo, Melchior (que tinha pinta de monitor de creche pedófilo) e o jegue gay Élbinius, se prostraram ante o menino e o adoraram! E, então, Jesus Peruca, acordou-se, abriu a boca lentamente e, miraculosamente, ele, bebê de alguns dias,  proferiu sua primeira frase: “Apaga o candelabro, que eu quero dormir, porra!”

Ubirajara Passos

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