O Valente Misógino


A fim de provar aos que, porventura, se deixaram influenciar pelas distorções divulgados pela chapa pelega nas últimas eleições do Sindjus-RS (a chapa 1 – Pra Seguir), ao divulgar os poemas “A Madame do Balcão” e “Causo Bizarro de uma Patricinha que foi de Tayeur ao Buteco”, e desistiram de votar na chapa por mim liderada (a chapa 2 – Movimento Indignação – por um Sindjus Independente, Democrático e Combativo),  que  não sou um terrível tarado machista, publico abaixo, ainda que depois do pleito, mais um poema satírico da série “sacanagens empíricas e sociológicas da pequena burguesia e da peonada orgulhosa”:

O Valente Misógino

Era macho pra caralho,
Tanto que chá não tomava,
Mas emborcava uma “pura”.

Os cabelos não penteava,
Alisava suas crinas.

De novela não gostava,
Que era coisa de fresco,
E futebol só assistia
Em buteco sem mulheres.

Se o olhassem atravessado,
Botava bronca tremenda,
Quebrava mesas com socos,
Fazia voar cadeiras.

Caneta não empunhava,
Porque não era um molenga.
Orgulhava-se, estufado,
De se fuder carregando
Nas costas uma pedreira.

E avesso a fru-frus, fraquezas
Rendas e romantismos,
Evitava as gatinhas
Ronronantes, as gostosas
Cheias de dengo e malícia.

Preferia, rija e forte,
A companhia bagual
Dos culhudos orgulhosos.

E, pra provar que maricas
Não tinha como virar,
Não usava papel higiênico,
Mas um sabugo bem grosso
No cu curtido em urtiga!

Gravataí, 20 de maio de 2010

Ubirajara Passos

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