Semi-soneto do Zen sem Meditação


Poema meio besta e parnasiano que me surgiu, agora de madrugada, debaixo do chuveiro, em meio aos tumultos de uma campanha eleitoral sindical sem recursos financeiros:

Semi-soneto do Zen sem Meditação

As almas serenas não precisam da razão,
Pois fluem como riachos de planície.

Suas vidas também rodopiam
Como folhas de arvoredo tiritantes,
Acariciadas pelos ventos de outono,

Mas tempestades não as põem por terra,
Alimentam e enriquecem sentimentos,
As fortalecem e mantém-nas verticais.

A árida lógica, fria e obrigatória,
É o “sossega-leão” dos angustiados

Que tem ataques de espumante raiva
Com uma tarde sonolenta de garoa

E encenam dramas de sangue e gritaria
À menor quebra da insossa rotina  .

Gravataí, 30 de abril de 2010

Ubirajara Passos

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Um comentário em “Semi-soneto do Zen sem Meditação

  1. gerson disse:

    Olá Camarada
    Bonito soneto para uma tarde de outubro.
    Que bom ver sua imaginação criativa se manifestar, buscando no subconsciente passagens de leituras já vivenciadas.
    Há, aproveitei para buscar o significado do vernáculo ZEN, lá vai: adj. s. m. Seita budista, originária da China (tch’an), que se espalhou pelo Japão desde os fins do séc. XII.
    Hei, estou a procura do Nirvana, só que me perdi, pois o Buda escondeu muito bem o caminho. Vou tomar um “schnaps” para ficar melhor orientado.
    Um abraço.

    Curtir

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