Reina do Poeta em Crise Existencial


Poeminha parido hoje,  no final de tarde, depois de um cinzento, e chuvoso, dia de trabalho:

Reina do Poeta em Crise Existencial 

Poeta fui, dos medíocres prepotentes
Que se supõem uns gênios,
Se entusiasmam,
Compõem em febre, noite a dentro,
De um só jato,e involuntariamente
Dão à luz um plágio comezinho! 

Poetei em jorros,
Metáforas inéditas,
Motes bizarros,
Versos refinados

Gritantes, carregados, grávidos
De uma sonoridade rara e embevecida,
Se me projetavam em relâmpagos da mente! 

Hoje um cansaço velho e mofado
Só me permite rabiscar o óbvio,
Todo poema é um espelho fosco
Do muro cinza que se ergue à frente
E não se arremessa além de uns doze passos
No cercadinho da mesmice quotidiana. 

Gravataí, 10 de março de 2010 

Ubirajara Passos

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