À GUISA DE RESPOSTA AO ÚLTIMO COMENTÁRIO SOBRE “O CHAMADO DO DEMÔNIO”


Cara Linda:

Infelizmente não és a primeira criatura que, diante de “satânicos” ensaios como o comentado, e movida pelo fanatismo, confunde o sarcasmo metafórico e a gaiatice antropológica com a pretensa defesa de uma suposta seita diabólica (assim como os meus perseguidores político-patronais – os senhores manda-chuvas do judiciário gaúcho – confundem linguagem espontânea e pura, ausência de hipocrisia e contundência sem rodeios e bem-humorada com obscenidade e agressiva “injúria”).

Não vou, portanto, repetir-me e repisar tudo o que já foi dito a respeito deste tema. Mas gostaria de lembrar, sem qualquer ânimo de deboche, que Cristo era o sujeito mais tolerante, “bon vivant”, racional  e livre do contexto social em que vivia. Não é por acaso que seu primeiro milagre foi justamente transformar água em vinho (uma terrível droga corruptora das “virtudes morais” e do “dever”, segundo os beatos secos e chatos cujo maior gozo é o falso auto-flagelo altruísta e o concreto sofrimento alheio) e que adorava conversar com os “malditos” da sociedade judaica: mulheres, cobradores de impostos, ladrões e putas (porque sabia que, vítimas que eram do poder iníquo dos lacaios coloniais lambedores do saco romando, a elite sacerdotal e letrada do lugar, tais membros da “ralé”, estavam mais próximos da condição legítima de “gente” do que seus algozes).

Logo, se Cristo vem em breve, não vai acabar meu culto, porque, se tenho um, ele é o da liberdade, do prazer e do direito à própria dignidade e bem-estar puro e simples a que cada bicho humano deveria ter. E, ao invés de temer o teu suposto Cristo bronco, sádico e vingativo, amo apaixonadamente uma mais criaturas mais revolucionárias, sensíveis e sem rodeios que já habitou este planeta e que, se realmente pudesse retornar a ele, estaria agora, de braços dados comigo, lutando pelo gozo, pela liberdade e pela santa loucura de fazer e dizer o que se pensa e o que se sente, sem qualquer temor nem compromisso tacanho e redutor da condição humana (que vai muito além da rotina mecânica e utilitarista).

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Um comentário em “À GUISA DE RESPOSTA AO ÚLTIMO COMENTÁRIO SOBRE “O CHAMADO DO DEMÔNIO”

  1. val disse:

    nao vejo nada caraio

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