Aos Senhores Burgueses e seus Capachos Políticos


Peço dez mil perdões aos pobres leitores deste blog, mas os acontecimentos do cartório, nos últimos dias, e a inspiração da caminhada, agora à noitinha, do foro até em casa, acabaram por me fazer parir mais um poema, que publico a seguir. Prometo que, em breve, voltarei com algumas crônicas e narrativas mais gaiatas e interessantes.

Aos Senhores Burgueses e seus Capachos Políticos:

 

 

Quando a revolução bater à vossa porta
Não  lamentareis pela expropriação
Dos vossos caros jatinhos e mansões.

 

Quando a revolução interromper vossas orgias,
Regadas a vinho cujo preço
De alguns milhares de reais é o máximo requinte,
Não sofrereis com o clamor dos “peões”
Pelo fuzilamento imediato
De vossos corpos vestidos do glamour
Que o trabalho exaustivo e acachapante
Da manada humana propicia.

 

 

Quando a insurreição incendiar-nos
E a liberdade iluminar a Terra,
Quando perderdes a “celebridade”
E a adoração abestalhada e inciente
Das mentes hipnotizadas
Pela vossa oca e envolvente “mídia”,
Não vos desesperareis, tanto,
Na falta do escravo assalariado,
Com a extinção de vossa vadiagem chique.

Vós sofrereis, sim,
Por não poder
Pisotear mais as cabeças de bilhões,
Nem gozar, histéricos, babando,
Com a tortura e o aniquilamento
Quotidiano das nossas vidas simples,
Que desgraçais, tornando ocas e infelizes,
Com o sádico tacão de vosso mando!

 

Gravataí, 10 de julho de 2008

 

 

 

 

 

Ubirajara Passos

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