A MADAME DO BALCÃO


Há quinze dias sem escrever nada neste blog, nem em parede de banheiro masculino, depois de entornar uma garrafa de 960 ml da cerveja uruguaia “Norteña”, nada bêbado que estou para os padrões comuns (mas em porre de andar de quatro segundo a última legislação de trânsito fascista promulgada no Brasil, que penaliza até o pobre e idiota pequeno-burguês sem imaginação que tomou um copo de licor e foi dar uma voltinha de Pálio), fui possuído (no “bom sentido”) mais uma vez por um espírito repentista nordestino e, bêbado não-motorizado que sou, acabei parindo, do nada, o poema cretino que segue. Que, já vou avisando, não é nenhuma homenagem a gatinhas ou onças velhas que conheço. Qualquer coincidência é mera semelhança!

A MADAME DO BALCÃO

Foi dar o cu nas macegas
Ao som de músicas bregas
E acabou perdendo as pregas
Uma peruazinha chique,
Daquelas que tem chilique
Só de ouvir um palavrão.

Dizem que era funcionária
De repartição falida,
E, enjoada da lida,
Do diminuto salário
E das asneiras do chefe,
Caiu de boca na vida
E Resolveu se divertir
Com o primeiro “mequetrefe”
Que lhe cantou no balcão!

E, de entojada que era,
Cheia de não-me-toques
E afetada etiqueta,

Tornou-se uma “devassa”:
Muito pouco dá a buceta,
Só quer tomar no cuzão!

Gravataí, 6 de julho de 2008

Ubirajara Passos

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