A ARMA SECRETA DO PERUCA (e as repercussões da “buceta transgênica”)


É incrível a repercussão da crônica “Buceta Transgênica”. Os acessos a este blog pularam, em questão de dois dias, de 320 para 688 visitas diárias – atingindo o recorde neste ano e meio de existência. E muitos amigos me sugeriram vantagens e utilidades para o uso do tal “perfume de buceta” que eu sequer imaginara.

O Alemão Valdir, por exemplo, me garantiu que o líquido poderia ser utilizado como meio de dispersão de reuniões e marchas fascistas. Se já existisse em março de 1964, a famosa marcha das matronas recalcadas “com Deus, pela Família e a Liberdade”, realizada, em São Paulo contra o governo de Jango, para corroborar o golpe que instalaria a ditadura fascista (da qual o Inácio participou), poderia ter sido dispersada (sem sequer a necessidade de intervenção ostensiva e violenta, que não houve) simplesmente se jogando litros do aroma industrializado sobre os manifestantes, os quais, em razão de sua furibunda psicologia anti-prazer, patriarcal e autoritária, disparariam descabelados rua a fora. E quem sabe o golpe que deformou o Brasil até hoje poderia ter sido evitado…

Aliás, o velho revolucionário crê mesmo na capacidade transformadora da essência de perereca sobre as massas humanas. Bastaria uma meia dúzia de homens-buceta dispostos a dar vida na missão de borrifar toneladas dela sobre os exércitos de ocupação do Iraque ou Haiti, por exemplo, para tontear, embasbacar e colocar fora de combate soldados yankees e brasileiros!

O próprio Congresso Nacional, apodrecido na sacanagem dos mensalões e na impunidade dos Renan Caralhos da vida, poderia ser facilmente derrubado pela presença em plenário de algumas voluntárias embebidas do líquido. O que não seria diferente nos altos escalões do Judiciário. Parece que a única dificuldade de semelhante técnica seria utilizá-la contra o Inácio e seus ministros, que – de tanto meter no rabo do povo brasileiro – andam curiosos quanto à sensação de dar o cu e, para que ninguém diga que aplicam à nação um remédio que não dariam a si mesmos, já tomaram providências médicas para se tornarem imunes aos encantos femininos.

Um amigo do Peruca, quando soube do lançamento do miraculoso produto, através deste humilde blog, não dormiu uma noite inteira e veio (enjoado e cretino) me acordar de madrugada com a bombástica idéia: como o preço do troço não é tão caro assim (o que são meros R$ 50,00 para um frasco de tão precioso elixir quando a pequena-burguesia faz questão de gastar o mesmo valor para usufruir de uma simples “buchinha” de cocaína?), podíamos encomendar dezenas de vidros e estabelecer uma franquia “pirata” no Brasil. Não ía ter motel nem cabaré que não pagasse o triplo do preço para dispor do produto! Sem falar, é claro, na possibilidade de se fundar uma nova igreja redentora… dos bolsos de seus pastores: a “Igreja Inter-Galática da Putaria das Xoxotas das Últimas Fodas”, cujos cultos seriam realizados sob a influência hipnótica e catalisadora do “incenso de checheca” e irmanariam machões e lésbicas sob a mesma comunhão.

Mas a pior besteira (pra variar) foi a do Peruca. Cansado do assédio do Traveco, que acabou se “apaixonando” pelo bolso do estagiário e lhe extorque, sem dó nem piedade, noventa por cento do salário em troca de seus carinhos, o meu lerdo colega de trabalho resolveu tomar vergonha na cara e romper a anômala relação, não pelo auto-convencimento, mas afastando o “amorzinho”.

E, depois de mil peripécias para a aquisição, se banhou dos pés à cabeça de “Vulva Original” e, marcado o encontro, se dirigiu para o obscuro motel na estrada de Taquara.

Ia doidão, rindo como putinha nova que recebeu o primeiro presente do presidente do Senado, e entusiasmou-se tanto que nem lembrou de verificar o indicador de gasolina. Até que, de improviso, o carro resolveu negacear e, quem sabe já contaminado da febre gay do dono, se recusou a seguir diante do funesto cheiro!

No meio da madrugada, sem pai, nem mãe, nem vovozinha, o Peruca resolveu descer e procurar socorro no rancho mais próximo, sinalizado pela fraca luz de uma lâmpada incandescente. É bem verdade que entre ele e a casa de madeira havia uma dúzia de guampudos touros pastando. Mas estava tão senhor de si que nem titubeou. O que era aquele bando de “boizinhos brochas” pra ele que era “macho pra caralho” (porque “macho que é macho toma no cu e não reclama – e ainda rebola só pra tirar um sarro do inimigo!”)? E assim, roupa meio lanhada pelo arame farpado (que pra manter a honra de boca-aberta se enredou na cerca), teso e resoluto, o Peruca viu-se cercado pela tropa de gado assanhada, os touros resfolegando, olhos esbugalhados e brilhantes a iluminar a noite escura, os cascos arremessando ao longe tufos de capim, e, dizem as más línguas da cidade, depois de correr uns dois quilômetros, se deu por vencido e, desde então, está livre do Traveco. O único problema é que se viciou em zoofilia!

Ubirajara Passos

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