O PEIDO E O AQUECIMENTO GLOBAL


É inacreditável, mas a babaquice “ecologicamente correta” anda solta nas ondas rádio-televisivas da mídia burguesa e seu furor “hidrófobo” é tão forte que nem a carrocinha do deboche rebelde é capaz de detê-la.

As indústrias sediadas na nação yankee são responsáveis pelo grosso (45,8%!) das emissões mundiais de dióxido de carbono (o popular gás carbônico) e metano – os principais gases geradores do “efeito estufa”, que vem aumentando a temperatura média da Terra e poderá determinar tragédias como o derretimento das calotas polares, o conseqüente aumento do nível oceânico e a sumbersão de cidades litorâneas, como Rio de Janeiro e Nova York (só para citar duas das maiores aglomerações humanas à beira-mar).

Os processos industriais pesados envolvem fontes riquíssimas em emissões de carbono, como a combustão de petróleo, e sua concentração no território norte-americano torna os Estados Unidos o campeão do aquecimento global, ainda que o governo americano venha cagando e andando há dez anos para o “Protocolo de Kyoto” (o Tratado Internacional, firmado na cidade japonesa, em 1997, que prevê a limitação da emissão de gases poluentes nas grandes nações imperialistas e que, dentre elas, só não foi assinado pelos United States of America).

 

A “inocente” mídia burguesa, entretanto, bate diariamente na nossa responsabilidade individual pelo drama ecológico presente e futuro, absolvendo o imperialismo econômico yankee, e nos jogando toda culpa pelo “pecado” da agressão criminosa da “mãe Terra”.

A diminuição da câmada de ozônio (a parte da atmosfera que filtra os raios ultra-violetas, nos protegendo de sua ação nociva), por exemplo, é apresentada como conseqüência do uso dos desodorantes aerosóis com que perfumamos o suvaco (e que lançam ao ar os gases “CFC”, destruidores da referida camada, e entre os quais figura, casualmente, o carbono).

E as dolorosas e meigas dondocas, profissionais liberais “emancipadas” e donas de casa da nossa pequena-burguesia (sem falar nas professorinhas e monitoras de creche) saem por aí reproduzindo a asneira e recomendando, com a boca aberta de espanto e os olhos esbugalhados, que as criancinhas fechem a torneira enquanto se ensaboam, ou um dia a água acabará (esta é outra falácia bem mais sacana, que envolve interesses mais escusos ainda, e que abordarei outra hora).

Neste passo, e dada a propensão do capitalismo “pós-moderno” (que é apenas uma entre tantas formas da sociedade autoritária) em controlar os menores aspectos da vida dos indivíduos, muito me admiro que os governos e a elite dominante não tenham regrado ainda a emissão de tais gases pelo ser humano.

Ninguém se espante se o governo fascista do Inácio (que é campeão mundial de intromissão na individualidade, tendo ressucitado a própria censura prévia aos programas de televisão), não tendo como impedir, por decreto, a maioria miserável dos 170 milhões de brasileiros de respirar (afinal é muita gente espirando CO²), venha a limitar, legalmente, a “emissão de peidos” (que são perigosíssima fonte não apenas de carbono, mas principalmente de metano).

E aí a farra vai ser grande! A Fazenda da União, de estados e municípios poderá estourar seus cofres com o produto da arrecadação de multa sobre a liberação da flatulência intestinal. As rendas deste possível tributo aumentarão vertiginosamente a arrecadação nos Estados do Sul do Brasil, onde há predominância do consumo de chucrute, a ponto de resolver a velha crise financeira de governos como o gaúcho (não sei até como Yeda ainda não teve a idéia de criar o imposto sobre o traque). E poderão, mesmo, desencadear uma nova “guerra fiscal” entre Sul, Sudeste e Nordeste (vai ter muito Estado importando pedorreiros do Rio Grande e Santa Catarina para incrementar suas rendas). A coisa pode vir a inflacionar até mesmo a taxa do mensalão.

Além, é claro, do grande efeito civilizador de tal tributo. Se a ventosidade for bem taxada, poderá resultar na adoção eficaz de “bons modos” por 90% da população (cujos minguados salários não permitirão pagar o imposto), restringindo o privilégio do nefando hábito à minoria rica e refinada, que sabe exercê-lo com a devida parcimônia.

Mas a penalização do peido poderá também servir de incentivo à indústria nacional de baixo custo. Quanto pequeno e médio empresário não poderia se estabelecer e prosperar se a lei obrigasse os pedorreiros a circularem na via pública munidos de um “catalisador de gases animais” acoplado ao cu?

O grande risco, entretanto, é a turma do Lula achar que tais medidas são insuficientes ao combate à criminosa atividade e resolver tornar o peido crime hediondo e infiançável – o que não beneficiará nem mesmo os advogados de porta de cadeia e pode gerar uma complexa jurisprudência para definir as formas atenuantes ou agravantes dos diversos tipos e fedores do novo crime ecológico.

Ubirajara Passos

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4 comentários em “O PEIDO E O AQUECIMENTO GLOBAL

  1. K. disse:

    Heheheheh…. pensou se a moda pega?
    logo haverão concorrentes…
    acho que vou fazer minha demo hj..

    “Mor, dá uma cheiradinha aqui? R$ 50,00!”..

    rs
    rs
    rs

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  2. É o que resta ao terceiro mundo, peidar.

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  3. é ta bom sabendo disso vou arrumar um jeito de inventar um filtrador de de peido e quando for peidar vou enfiar ele no olho do cú, para ficar livre destes tais impostos.

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