NOITE EM DEVANEIO (Da Gaveta Medíocre do Poeta)


Como convém a todo DDA (prometi há mais de um ano, mas ainda explico o termo neste blog) maluco brindado pela natureza com a síndrome do distúrbio bi-polar do humor, depois da intensa agitação política e intelectual de agosto (encerrei o mês comparecendo à abertura do Congresso Estadual do PDT e tomando posse no diretório do Movimento Sindical do PDT do Rio Grande do sul – após ter participado da reunião do conselho de representantes do Sindjus, na mesma semana), fui tomado pelo maior marasmo depressivo possível. Justamente agora que as visitas ao blog atingem o recorde diário de 218 acessos!

Assim, só me resta salvar da gaveta o poema abaixo, que é praticamente um “plágio” de todos os lugares comuns do imaginário parnasiano ou romântico medíocre, mas sob cujas vestes “engalanadas” encontrei algo de íntimo e original, qualquer coisa como a poesia dos “seresteiros” do início do século passado, que me justifica a sua publicação:

 

NOITE EM DEVANEIO

Sob um céu de veludo
Recende a atmosfera a alfazema.
A brisa leve dá o compasso
Dos sonhos noturnos, e sons hárpeos
Povoam a rua emudecida.

Os cristalinos raios do luar
Banham a noite em leite evaporado,
E tudo, absolutamente tudo,
Vai embalado na dança das estrelas.

Gravataí, 5 de novembro de 1995

Ubirajara Passos

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