ATOS


Desde o sábado o tédio me invadiu de tal modo, que não me sobrou a mínima gota de inspiração. Mas, para que os leitores não fiquem a seco, publico o último poema constante do “Paixões, Asneiras e Tristezas”, que nem sei por aqui não o cortei do livro, tão empolado (e até meio moralista) é. Seja como for, representava, na época em que foi escrito, o mais aproximado possível dos meus sentimentos. Vamos a ele.

ATOS

Não é preciso que de nossas vidas
Façamos um infindo mar de glórias
Ou uma constelação imensa de vitórias.
Não é preciso que ao público olhar brilhe
A fulgurante luz de nossos triunfos,
Nem que ela ofusque os grandes feitos de outrora.
Só é preciso que os nossos atos
Ao nosso íntimo,
À racional, profunda consciência satisfaçam.

Gravataí, 8 de outubro de 1990

Ubirajara Passos

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