NOVA DIREÇÃO DO SINDJUS-RS EMPUNHA VASSOURA E PREPARA CAMPO PARA OS CABIDES DE EMPREGO


Se os trabalhadores do judiciário estadual gaúcho continuam há semanas (desde a posse da “audaz” gestão que veio “pra somar“) estupefatos com a moleza dos novos dirigentes do sindicato, que não emitem sequer um espirro (pois estão medicados pelos próprios remédios – lembram do vidro de drágeas de sua campanha eleitoral?) e transformaram o site da entidade numa monótona página em branco, onde se lê “estamos elaborando um novo site”, aí vai uma notícia bombástica, fornecida por fonte fidedigna, que, por óbvio, não revelarei!

No seu primeiro e único ato administrativo concreto, a pelega executiva cutista acaba de promover uma verdadeira revolução! Não, não se assanhem os eternos adeptos da “diplomacia” e do sindicalismo de cúpula! A diretoria não obteve nenhuma audiência, regada a muito cafezinho e pouco resultado, com o “Marcão” e não conquistou a garantia de pagamento total dos atrasados da URV devida… até a próxima geração! Mas, num feito pautado pela ideologia patronal da “qualidade total”, acaba de desbancar o próprio Einstein de seu pedestal científico e de provar, na prática, que a teoria da relatividade envolvia muito mais do que propôs o ilustre gênio da Física. Com a gestão “Pra Somar tem que Mudar” ficou provado que 3 + 11 = 0!

O fato é que, numa atitude inédita entre as próprias gestões petistas que anteriormente comandaram o Sindjus-RS, foi promovida, após a posse, uma verdadeira degola entre funcionários e assessorias do sindicato.

Além de demitir os advogados, que prestavam plantão semanal, com atendimento ágil aos sindicalizados, toda sexta-feira, na própria sede da entidade, sem nenhum custo adicional além da mensalidade (coisa nunca ocorrida até a gestão que se encerrou em 12 de junho), a foice ceifou jornalistas que prestavam um serviço inestimável à categoria há mais de 12 anos (responsáveis pelo projeto de comunicação que criou, na gestão “Sindicato é pra Lutar”, o site dinâmico que tínhamos, onde o debate sobre a desfiliação da CUT , por exemplo, foi feito ao vivo pela categoria, sem qualquer censura), como Moah, Edson Silva Coelho (o “Urso”) e Augusto Franke Bier (o chargista que criou a marca registrada do jornal da categoria, o “Lutar é Preciso”, com as tiras do “Alemão Blaun”).

Mas, indo muito além do normalmente esperado da mais desumana das correntes que já passaram pela direção do sindicato, de todos os funcionários que nele trabalhavam restou apenas um! (demitindo-se todos os demais) e a vassoura chegou a enxotar, de forma humilhante, pessoas como a “Denise” (quem não lembra da Dedê, que, por muitos anos era a primeira voz que ouvíamos ao telefone, quando ligávamos para o Sindjus), a primeira funcionária da entidade, que nela prestava seu competente e honesto serviço desde que o Sindjus-RS foi fundado pela pelegada da ASJ e cia. ltda., há mais de dezoito anos e que, por seu reconhecido desempenho, jamais foi tocada por qualquer das diferentes administrações sindicais, ligadas às mais diversas orientações políticas, partidárias, filósoficas e ideológicas desde então!

E a desculpa para a varredura é das mais pífias: não havia dinheiro para manter os funcionários e assessores existentes. Numa entidade sindical que fatura, com a suada mensalidade de cada servidor sindicalizado, a bagatela mensal de R$ 80.000,00 – e cuja última gestão encerrou com uma dívida mínima de R$ 60.000,00 – demitir praticamente toda assessoria e todos funcionários (que, mal ou bem, prestavam um serviço “sem preço” à entidade e seus sindicalizados) sob o pretexto de crise financeira é mais que piada de mau gosto! Além de revelar o nível de sensibilidade social de nossos sindicalistas…

Mas, como dinheiro há nos cofres sindicais, e a campanha eleitoral da atual diretoria foi generosamente regada por recursos da pelega e governista CUT (denunciamos durante a campanha que o valor ultrapassava mais de R$ 50.000,00, num universo de 3.000 eleitores, o que nunca foi desmentido pela vitoriosa chapa 3), se pode imaginar, num exercício de futurologia dos mais elementares, o que ocorrerá com o enorme vazio criado pelas demissões em massa (ato digno do mais feroz patrão, praticado justamente por sindicalistas que pretendem representar os trabalhadores da justiça): é bem possível que venha a ser preenchido por ilustres e necessitados apadrinhados da central e do partido (o PT), transformando o sindicato num paraíso de chapéus – cabide é que não vai faltar pros amigos locais do Lulinha e seus companheiros!

 

Ubirajara Passos

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