MELANCOLIA


O meu estado de ânimo desde a surpreendente derrota nas eleições do Sindjus-RS tem sido de um marasmo e uma falta de entusiasmo total e completa, o que me impede de escrever qualquer coisa. Logo, para que os leitores não fiquem igualmente entediados com este blog, publico abaixo um velho poema que casa com as emoções deste dias de ressaca política e existencial.

MELANCOLIA

Sentar frente ao papel, na escrivaninha,
Para escrever,
Mas escrever o quê?
Se a alma minha
Nestes momentos em vazio se encontra;
Pegar a pena e imprimir os signos
Dos sentimentos presentes,
Estéreis, vagos,
Este o tormento porque passo agora,
Pois já não tenho os sonhos de outrora,
Já não vislumbro lá longe a vitória;
Já não expresso, sequer, de minh’alma
Os pensamentos hodiernos;
Reflito
Neste poema
Idéias e expressões passadas,
Nada de novo nasce desta pena,
Só a mim mesmo estranhamente imito.

Gravataí, 2 de dezembro de 1987

Ubirajara Passos

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