AMIGOS DO Marcão GOLPEIAM REFORMA ESTATUTÁRIA E DÃO AS COSTAS PARA OS SERVIDORES


Num cenário contraditoriamente circense, a tragédia e a perfídia caíram como um raio sobre os interesses da categoria, na última Assembléia Geral do Sindjus – RS, dia 9 de março, no auditório do Colégio Parobé, quando deveria ser referendada a redação da Reforma Estatutária aprovada na Plenária da categoria realizada em junho de 2006, em cumprimento à delegação expressão do II Conseju (Congresso dos Servidores da Justiça), realizado em 2005.

Por 54 votos contrários a 25 favoráveis, foi rejeitada a redação da alteração estatutária que garantiria, ainda nesta gestão, a implementação efetiva da interiorização do Sindjus. E possibilitaria, pela presença concreta e permanente de diretores liberados nas macro-regiões, o incremento de conscientização e mobilização necessário aos duros embates que os servidores deverão travar contra os ataques que Yeda e o Tribunal começam a desferir sobre o funcionalismo.

Golpistas de plantão… por mais democráticas e legítimas que sejam as decisões de uma Assembléia Geral (o texto da reforma consagrava, inclusive, a soberania absoluta e o caráter de instância máxima da Assembléia), era visível, para os presentes, que a maioria anti-reforma era composta dos grupos mais pelegos que pretendem concorrer às próximas eleições para a direção da entidade. E em nada representa a real vontade dos servidores.
 os velhos pelegos – lá estava o grupo de José Elton Coelho dos Santos e Eduardo Canha – a turma da Acediju(ri)s – que, há menos de um ano, defendia a quebra da estabilidade dos servidores, através do Projeto de Avaliação do Desempenho proposto pelo Tribunal, e fazia coro aos desaforos de Marco Antônio Barbosa Leal, chamando os servidores do judiciário de vagabundos. Entre eles, para garantir os interesses do TJ, havia dois ex-auxiliares de correição…
 os pelegos cutistas – da mesma forma, a antiga chapa “Consciência Luta” (defensora da filiação à CUT e do governo de Lula) atacou, com os argumentos mais distorcidos e emocionais possíveis, a regionalização do Sindjus, sob o pretexto de que esta se confunde com uma diretoria eleita “proporcionalmente” entre as chapas. E deixava bem claro, nas entrelinhas, que seu temor era, caso vitoriosa, ser fiscalizada pelos representantes regionais da categoria (os futuros diretores de macro-região).
Este é o mesmo grupo que elaborou e avalizou, recentemente, a “Carta de Soledade”, defendendo a capitulação ante os ataques do TJ e a negociação “individual” de cada comarca com o Presidente do Tribunal. Ou seja: a própria aniquilação do movimento sindical no judiciário gaúcho.
 os lanosos enrustidos – fazendo inveja aos pelegos da oposição “oficial”, a ala da direção liderada por Luís Giovani Ferraz (membro da comissão de redação da reforma aprovada na Plenária em 2006!) se contrapôs à aprovação da reforma propondo um esdrúxulo processo estatuinte (sic), apesar de todo debate realizado pela categoria desde junho do ano passado.

… e agentes do patrão! O mais impressionante, porém, é que esta turma toda é a mesma que (com exceção de alguns de seus lideres) sequer deu as caras (de pau!) no plenário da Assembléia Legislativa para pressionar os deputados a derrubar o veto de Yeda ao reajuste de 6,09%, na sessão de 6 de março, 3 dias antes da Assembléia Geral. Alguns não compareciam, mesmo, às instâncias, atividades e atos da categoria há anos, e muitos se desfiliaram do Sindjus durante a atual gestão, só se refiliando, estrategicamente, às vésperas do prazo para concorrer às eleições.
Tais “companheiros”, evidentemente, se “resguardaram” de ir à Assembléia Legislativa na terça-feira para poderem comparecer à Assembléia Geral do sindicato na sexta e impor seus interesses de se apropriar do “aparelho sindical”, traindo duplamente os interesses da categoria.

A maioria silenciosa – Nos roteiros que realizamos pelo interior do Estado, em fevereiro e março, não houve comarca em que a unanimidade dos servidores não manifestasse, com entusiasmo, o seu apoio ao projeto de democratização e regionalização do Sindjus. Que prevê, inclusive a possibilidade da revogação de mandato de diretores por requerimento de pelo menos 20% dos filiados das regiões.
Se estes servidores não estiveram presentes na Assembléia Geral não foi por falta de vontade, mas pelos empecilhos que a própria administração do Tribunal e as chefias locais criaram ao seu afastamento do serviço e deslocamento a Porto Alegre duas vezes na mesma semana, após terem lotado as galerias da Assembléia Legislativa.

Olho vivo, eleitor! – Os grupos de “servidores” que impuseram sua vontade à maioria ausente, somente interessados na tomada de poder no Sindjus, representam, antes de mais nada, pela sua atitude, o óbvio interesse anti-servidor do Tribunal de Justiça e devem ser julgados com os olhos bem abertos pelo restante da categoria.
Além de tentar inviabilizar a construção de um sindicato combativo e alicerçado na consciência e comprometimento quotidiano de toda categoria, as suas propostas de enfrentamento aos ataques de Yeda e de encaminhamento da questão salarial foram as mais pífias e comportadas possíveis. Absurdos como crer na resolução do impasse criado pelo veto ao reajuste com a simples realização de “audiências” perante o presidente do TJ e ações judiciais para garantir os 6,09%!
Foi graças aos companheiros da Convenção de Base que foi aprovada a proposta de paralisação conjunta com o restante do funcionalismo, que deverá se realizar no próximo dia 28 a fim de defender nossos bolsos e direitos perante a sanha de Yeda e seus deputados mensaleiros.
A prioridade do momento é derrubar o arrocho de dois anos almejado pela Governadora. Mas desde já lançamos o alerta: quem pretende dirigir um sindicato de “trabalhadores” não pode servir aos interesses patronais. E nem deve se colocar acima da vontade notória dos que pretende liderar no futuro, rechaçando o próprio direito dos liderados a controlar seus representantes, sob pena de merecer a desconfiança de uma categoria que anseia por um sindicato que lhe defenda o direito de viver como gente, e não na condição de cão vira-lata que Yeda e o TJ querem nos impor.

 

Ubirajara Passos

Valdir Bergmann

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s