CORPO INTERDITO


Em março de 2001 o meu grande amor se afastava de mim para viver por cerca de um ano com a sua paixão do momento. E as suas atitudes de recusa completa para comigo acabaram por inspirar o poeminha safado que segue.

Corpo Interdito

Psicose tamanha, minha “freira”,
Te faz, sapiente das minhas intenções,
Histérica, onça doida e refratária,
E te coloca nos lábios puritanos
O “não-me-toques”, se a tua alma é bolinada,
Sugada, rasgada em cada pensamento
Lascivo;

Se o teu corpo é lacerado, engolido,
Cuspido, “re-fudido”, ruminado,
E indecentemente “maculado”
No apalpar sem posse, nem sadismo
Do meu olhar titilante e embevecido.

Gravataí, 14 de março de 2001

Ubirajara Passos

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