SONETO EM VERSOS “BRANCOS”


O cansaço, a ressaca mal-curada e a depressão resultante, dos últimos dias é o responsável pela minha ausência deste blog, que está tão sem graça que ninguém mais acessa. Mas se houver, aí do outro lado, um leitor tão na fossa quanto eu, curta o sonetinho abaixo, parido às vésperas de me apaixonar pelo grande amor da minha vida.

SONETO EM VERSOS “BRANCOS”

Enlouqueci.
Um anjo mau tomou-me
Todo prazer de amar ou de viver.
Não sinto já o mínimo entusiasmo
E o mundo todo é cinza à minha volta.

Sem justificativa racional, um diabo interno
Decretou-me o infortúnio infinito,
A autopunição neste inferno
Em que sequer o sofrimento é sentido.

Tudo é aridez de alma, é marasmo,
Mediocridade e imersão no inanimado.
Até um rochedo do que eu possui mais vida!

O amor, então, foi pra tão longe
Que não restou nem o tesão dos brutos,
Mas apenas uma náusea enfastiada!

Gravataí, 15 de novembro de 1999

Ubirjara Passos

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4 comentários em “SONETO EM VERSOS “BRANCOS”

  1. jessica disse:

    tranza è artegoza faz parte ter filhos è moda asumim que foda.

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  2. bom eu estou muito feliz porque eu tenho a pessoa ao meu lado que me ama demais. o nome é rafael. eu amo estar do lado. eu acho que se ele saisse de perto de mim eu morreria. eu adoro ele demais e o meu bebê. eu estou apaixonda por demais. ele me enlouqueçe demais. ele me mostrou o que o que é a felicidade. quando eu estou do lado eu me sinto feliz e completa demais. eu sou louca por ele. ele me faz muito feliz quando estou do lado dele. eu amo ele demais. ele me completa. ele me leva a loucura. eu admiro ele demais. sem ele eu não vivo. eu estou apaixonada demais pelo meu querido marido. ele vai ser pai.

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  3. eliael disse:

    caro companheiro, eu escrevo sonetos e andam me criticando porque escrevi, ultimamente, sonetos em versos branco, dizem que para ser soneto tem que ser rimado, então tire minha duvida, existe sonetos em versos brancos?

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    • Falando em termos estritamente técnicos, o soneto é um poema composto de quatro estrofes (dois quartetos e dois tercetos).Esta é a própria definição dicionarizada.

      As rimas, portanto, não são essenciais ao soneto e o esquema de rimas entrelaçadas no soneto é tão somente característico do programa parnasiano, radicalmente detalhista e requintado.

      Depois da semana de arte moderna (1922) não há porque falar em regras rígidas para a redação de um soneto, a não ser entre os saudosistas do parnasianismo ou eventuais leitores e poetas desavisados.

      Não se preocupe, portanto, com as críticas, porque quem lhe afirmou que não pode existir um soneto em versos brancos, além de ter uma noção terrivelmente superificial do assunto, não possui criatividade nenhuma. A alma de um soneto está no seu formato sintético e na capacidade do poema em resumir, na camisa de força dos quatorze versos, de forma brilhante e arrebatadora um assunto que em prosa demandaria páginas e mais páginas. É o “hai-kai” ocidental.

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