NOSSA SENHORA DAS ASNEIRAS


Uma foda dramática, entre cínicas declarações de desamor, com a gata preferida, mais uma incursão noturna na safadeza, junto com meu amigo xupaxota, em cujo apartamento curti a ressaca amorosa e alcoólico-sexual, ontem, me deixaram completamente impossibilitado de escrever. Tenham, portanto, paciência os leitores, que até amanhã principiaremos as crônicas “internacionais”. Até lá, fica aí mais um poeminha cretino.

N. SRA. DAS ASNEIRAS

Que incrível vertigem, que absurdo
Me envolve, neurótico, no fútil,
Vulgarizando o embevecimento.

Mediocridade, santa dos mortais,
Vai inspirar os imbecis convictos,
Que para eles tu és a Redentora.

Longe de mim,
Gênio dos horrores,
Que a alma do artista sufocas na besteira.

Gravataí, 7 de dezembro de 2000.

Ubirajara Passos

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