ONTOLOGIA ERÓTICA


Retornei hoje às 3 h 15 da tarde da minha missão sindical (mobilização das comarcas do interior para pressão no plenário da Assembléia Legislativa a fim de derrubar o veto imposto por Yeda ao reajuste parcial de 6,09%) e sigo amanhã ao meio-dia para Santa Rosa – RS, de onde deverei rumar à Província de Misiones , na Argentina, com meu camarada Valdir Bergmann. Resolvidas questões que me esperavam em Gravataí e refeita a mala, somente agora pude descansar um pouco, o que me impede maior inspiração para escrever neste blog. Deixo assim os leitores na companhia do poema seguinte, durante o carnaval, que se inicia hoje à noite. Quarta-feira de cinzas (ainda de Santa Rosa) espero retomar o blog. Gracias.

Ontologia Erótica

Não te vi na noite obscura,
Imponderável onirismo do meu ser.
As sombras delirantes da figueira
Davam refúgio a todo o fantástico,
Mas não supunham a existência do teu ser!

Nem boi-tatá ou alma do outro mundo
Tão surpreendente aos olhos do ordinário
Se faz como tu em tua beleza,
Ondina eterna, prima de valquírias,
De lubricidade combativa.

Porto Alegre, 11 de agosto de 2001

Ubirajara Passos

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