À MINHA INDÔMITA GUERREIRA


Um porre homérico na quinta-feira, uma ressaca pior ainda na sexta, e a visita de uma amiga, que dormiu (nada mais que isto) ontem, aqui em casa colocaram-me completamente fora do ar para qualquer outra coisa, ainda que esteja em férias desde o dia 1.º, o que justifica a ausência de novos posts neste blog, nos últimos dias. Antes que os leitores me abandonem por falta de novidades, vai aí publicado um despretensioso poema inspirado nas dificuldades da vida da minha gata preferida, que não é nenhuma pequena-burguesa.

À minha Indômita Guerreira:

Eu te amo como amo a vida,
Como amo cada desgraçado
Que em sofrimento gasta sua vida
Por não possuir outro meio de existir.

Eu te amo em cada pensamento,
Em cada anseio de prazer e alegria
Que me aquece, fugaz e leve, a vida
Pra se frustrar ante a opressão brutal que nos sufoca!

Eu te amo como quem venera
No teu corpo a eternidade e o mistério
Que envolve o cosmos ou o profundo de uma gruta!

Eu amo em ti o aconchego e o desejo
E
amo todas as mulheres
Que enfrentam, sem ceder, o sofrimento
E sobrevivem, sem ajoelhar-se,
À humilhação mais sádica e soberba.

Gravataí, 25 de dezembro de 2005

Ubirajara Passos

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