POEMA SECO


Após uma investida na política estadual, diretamente ligada às questões do Sindjus-Rs, vai aí mais um poema deprimido, este escrito na época em que tinha a paixão da minha vida sob o mesmo teto, mas emocionalmente separada e coabitando com outro amor.

POEMA SECO

Sumiram todos os fantasmas.
As ilusões felizes e os horrores
Dissimulados pela hipocrisia
Foram-se em cinzas; só restou o árido
Insosso gosto da desgraça exposta, nua.

A minha vida não é mais romance
Ou drama épico arrebatador.
Toda ela é um cru e cruel tratado
De Biologia mecanicista,
Da Ecologia cínica da cadeia alimentar.

Gravataí, 6 de dezembro de 2000.

Ubirajara Passos

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