LULA, O “PEDAGOGO DEMAGOGO”


Por Ubirajara Passos. De volta a Gravataí, mas ainda de folga.

O agente da CIA Luiz Inácio, entre outros tantos programas assistencialistas e clientelistas, apresenta como grande feito de seu governo o Pró-Uni, que daria cabo da injusta falta de acesso dos “pobres” ao ensino universitário. O dito programa consiste na doação de bolsas de estudo para estudantes cursarem faculdades particulares. Ou seja, o suado produto do nosso trabalho que é arrecadado para a União em forma de tributos é “caridosamente” destinado à “empresas” de ensino superior da iniciativa privada, sob a desculpa cretina do subsídio aos universitários carentes.

O que o Inácio não diz é que não haveria a menor necessidade do governo federal repartir o bolo do dinheiro público com universidades privadas, além dos deputados mensaleiros e sanguessugas, para dar acesso pleno ao povão oprimido ao ensino superior. A União possui Brasil a fora, por praticamente todos estados, universidades públicas de categoria, cuja receita vem exclusivamente dos cofres federais. São exemplos fantásticos no Rio Grande do Sul as universidades de Santa Maria e a UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) de Porto Alegre.

Entretanto, basta percorrer os corredores de tais escolas para verificar que quem lá estuda, em 95% dos casos, são os “filhinhos de papai” da alta classe média e da burguesia nacional. Isto porque, se utilizando do exame vestibular como forma de “seleção” para ingresso, tais instituições só são acessíveis a quem tiver grana para pagar os mais caros cursos preparatórios, tal a dificuldade das provas. Isto sem falar nos horários de aula que, se estendendo pelos dois ou três turnos para um mesmo aluno, inviabilizam a possibilidade de um trabalhador que rala oito ou mais horas por dia freqüentá-las, quando, por milagre, passa no vestibular.

Para resolver o problema bastaria estabelecer uma política de “quotas” ao contrário. Ou seja, estabelecer – ainda que se mantenha o exame prévio para ingresso – que para entrar nas universidades públicas os estudantes não possuam renda maior que uns R$ 1.600,00 por mês (o salário mínimo do Dieese) e comprovem a condição própria, ou de seus pais, de assalariados de baixa renda. Quanto aos horários, na remota hipótese de ser impossível adaptá-los aos dos horários comuns de trabalho (com a ênfase nos cursos noturnos), seria mais útil destinar o valor que é repassado pelo Pró-Uni (em forma de bolsas) aos negociantes donos de universidades privadas aos estudantes pobres que não pudessem trabalhar, pagando-os para estudar na faculdade, como se faz nas nações imperialistas européias, por exemplo.

Mas como a real prioridade do Lulinha não é dar acesso amplo à educação em todos os níveis ao povo que o elegeu e sustenta seu caviar , ele prefere manter faculdades do governo federal para ensino gratuito dos filhos dos ricos e pagar faculdades de propriedade dos burgueses com dinheiro público, a pretexto de comprar vagas para os estudantes “pobres” (os trabalhadores que sustentam a sacanagem de patrões, fofos governantes e apaniguados em troca das mais ínfimas migalhas). Viva Inácio, o Santo Padinho redentor dos brasileiros!

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