LULA, O “ERUDITCHIO”


Há umas duas décadas veio à luz, a partir de investigações arqueológicas, que a doutrina expressada por Cristo não se constituía numa visão original por ele elaborada, mas já se encontrava, em boa parte de seu ideário, explicitada nos manuscritos essênios (seita judaica dissidente) encontrados no mar morto, datados de cerca de 100 a.C. Outras investigações, como as do padre Holger Kerstein (autor do livro “Jesus Viveu na Índia”) atestam as ligações entre o cristianismo e as idelogias religiosas do hinduísmo e do budismo.

Pois, como todo messias legítimo, o Luiz Inácio não escapa à regra. Esta semana, pesquisando por casualidade sua biografia na Internet, dei com o trecho abaixo, no respectivo verbete da insuspeitável “Wikipédia” (a enciclopédia livre da Internet):

” É pouco divulgado – mas atestado por algumas fontes tais como o Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro do Centro de Pesquisa e Documentação Histórica Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getúlio – o fato de que Lula, desde o início da década de 1970, viajou ao Estados Unidos, onde freqüentou curso de qualificação sindical no Instituto Interamericano de Sindicalismo Livre, organização politicamente conservadora e anti-comunista vinculada à central americana AFL-CIO”. (pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_Inácio_Lula_da_Silva)

Aprofundando a pesquisa, esbarrei no site da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), igualmente insuspeita de qualquer parcialidade ultra-esquerdista ou direitista escabelada e paranóica, com o artigo do jornalista brasileiro Fritz Utzeri, publicado em 8/7/2005, sob o título Réquiem pelo Governo do PT, onde consta o seguinte trecho:

“O sindicalista Lula – ao contrário do que parece – não se absteve de estudar. Há relatos – nunca desmentidos – de sua preparação em cursos de AFL CIO, as centrais sindicais norte-americanas, quintessência do peleguismo e do antiesquerdismo em geral, e na Johns Hopkins University, em Baltimore, Estados Unidos (em 1972 ou 73), onde teria feito um curso de liderança sindical, desenhado sob medida para parecer de esquerda, apenas para parecer, mas servir ao sistema dominante. Merece um doutorado honoris causa – ou seria horroris causa? Além disso, já como diretor do Sindicato dos Metalúrgicos, cursou o Instituto Interamericano para o Sindicalismo Livre (Iadesil), sustentado pela CIA, e passou a adotar sua própria “agenda”, livrando-se do próprio irmão, o Frei Chico, quadro do Partido Comunista”. (www.abi.org.br/colunistas.asp?id=333)

Logo, a aparente contradição entre o discurso socialista do PT na oposição e o governo mais anti-povo da História do Brasil (que, frise-se sempre, pretende, sob a desculpa da flexibilização e desburocratização das relações de trabalho, aprovar reforma que redundará na extinção de direitos básicos incontestáveis como férias e 13º salário, o que equivale à revogação da lei áurea) não é produto de um descaminho do PT, que ao longo do tempo foi deixando de ser vermelho para tornar-se cor-de-rosa. Nem, muito menos, uma traição a ideais professados.

O Inácio, e com ele imagine-se que geração inteira de sindicalistas “consentidos”, na pior fase repressiva do regime militar, foi treinado especialmente pelas forças mais torpes do imperialismo americano para cumprir sua missão. Assim como enviava professores de tortura ao Brasil e preparava, com fartos recursos financeiros inclusive, a propaganda golpista no Brasil pré-64, a CIA, diretamente ou através de órgãos como o referido instituto, simplesmente preparou o futuro líder messiânico para a farsa capaz de afastar da possibilidade de êxito as forças socialistas e de esquerda legítimas e não comprometidas, lideradas por homens como Leonel Brizola e Luís Carlos Prestes.

E, igualmente, quando não fosse mais possível manter no poder os partidos de ideologia burguesa aberta e clássica, como o PSDB de Fernando Henrique, possibilitar a continuidade do domínio imperialista no Brasil através de uma esquerda de mentirinha, muito bem incensada pela mídia (Rede Globo e assemelhados) nos anos posteriores à “redemocratização”.

O drama atual do país não é, portanto, produto do acaso e de acidentes históricos, mas está umbilicalmente ligado a um esquema prévio, pensado e executado nas cúpulas do poder alienígena do capitalismo yankee. Rejeitar Lula, conseqüentemente, não é apenas rejeitar um nefasto governo fascista que destrói a vida de milhões de brasileiros diariamente, transformando-a num sofrimento cada vez mais irremediável, sob a pretensa bandeira do “socialismo”. É se opor vigorosamente aos desmandos do “irmão do norte”, cuja sanha de exploração do Brasil não admite a menor independência em relação a seus interesses e planos.

Ubirajara Passos

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