GRUPO 30 DE NOVEMBRO – 5


Passei a semana inteira sem postar, no intuito de possibilitar que o Panfleto do Grupo 30 de Novembro fosse acessado pelo maior número de trabalhadores da justiça gaúcha possível. Segue-se agora a 2ª parte do panfleto

ONDE É MESMO QUE VOCÊ VÊ ISTO TODO DIA?

♦ Dar tarefas sem sentido ou que jamais serão utilizadas, ou, mesmo, irão para o lixo
♦ Dar tarefas através de terceiros ou colocar em sua mesa sem avisar
♦ Controlar o tempo de idas ao banheiro
♦Repetir a mesma ordem para realizar uma tarefa simples centenas de vezes até desestabilizar emocionalmente o trabalhador ou dar ordens confusas e contraditórias
♦Desmoralizar publicamente, afirmando que tudo está errado ou elogiar, mas afirmar que seu trabalho é desnecessário à empresa ou instituição
♦ Não cumprimentar e impedir os colegas de almoçarem, cumprimentarem ou conversarem com a vítima, mesmo que a conversa esteja relacionada à tarefa. Querer saber o que estavam conversando ou ameaçar quando há colegas próximos conversando
♦ Exigir que faça horários fora da jornada
♦ Mandar executar tarefas acima ou abaixo do conhecimento do trabalhador
♦ Espalhar entre os colegas que o trabalhador está com problemas nervosos
♦Divulgar boatos sobre sua moral
♦Controlar as idas a médicos, questionar acerca do falado em outro espaço, impedir que procurem médicos fora da empresa
♦Desaparecer com os atestados, exigir o Código Internacional de Doenças (CID) no atestado, como forma de controle
♦Colocar um colega controlando o outro colega, disseminando a vigilância e desconfiança
♦ Usar frases do tipo; “Ela faz confusão com tudo… É muito encrenqueira! É histérica! É mal casada! Não dormiu bem… é falta de ferro. Vamos ver que brigou com o marido!”

As atitudes listadas acima são quotidianas para a maioria dos servidores e se repetem, ano após ano, pelo Estado a fora, tomadas por magistrados, escrivães, chefes em geral, ou até mesmo oficiais escreventes ou quaisquer colegas de mesmo cargo entre si. E por serem tão freqüentes (é difícil encontrar um funcionário que ainda não tenha passado ou pelo menos presenciado qualquer uma delas) acabamos por achá-las “normais”. Ou, no máximo, nos conformamos com o racicínio de que elas fazem do parte do sistema, de que o mundo do trabalho necessita mesmo de disciplina e, por mais aburdos que tais atos possam ser, são exercidos para o perfeito andamento do serviço.

O que a grande maioria não sabe, ou não se dá conta, é que são típicos casos de assédio moral (todos os itens da lista acima foram fielmente reproduzidos do site www.assediomoral.org) contra o qual já existe legislação específica em todo o Brasil, tendo sido recentemente aprovado projeto-de-lei a respeito pela Assembléia Legislativa gaúcha.

O absurdo é que tais atos de opressão e humilhação são tão comuns em nosso ambiente de trabalho que sequer nos damos por conta de seu caráter profundamente opressivo e inaceitável, que atinge o âmago de nossa dignidade não apenas como trabalhadores, mas como seres humanos.

E enquanto aceitarmos esta realidade passivamente, continuaremos a engrossar as filas dos deprimidos, hipertensivos, portadores de tendinite e outros cuja maior doença é o próprio trabalho.

radicalizar é preciso!

Diante das práticas “administrativas” adotados pelo Tribunal, cujo caráter repressivo e dessintonizado das necessidades de servidores e população vem sendo incrementado nos últimos anos (vide o Projeto de Quebra da Estabilidade) só nos resta dois caminhos. Ou nos conformamos com a situação de moleques de internato e o tratamento de cão viralata, ou reagimos à altura dos ataques que o patrão nos desfere.

E o primeiro passo para tanto é se conscientizar da própria opressão.

O segundo é alertar os companheiros próximos e nos organizar, com convicção e coragem como categoria! Não adianta esperar que a direção do sindicato lute, só e sem nosso respaldo, nas instâncias oficiais. É necessário que o Sindjus esteja presente nas veias de cada servidor. E, sobretudo, é necessário que nos ergamos das nossas cadeiras e tomemos as ruas e praças para gritar QUE SOMOS GENTE, de carne e osso, e com DIREITO À DIGNIDADE!

Porto Alegre, setembro de 2006

GRUPO 30 DE NOVEMBRO

Anúncios

Um comentário em “GRUPO 30 DE NOVEMBRO – 5

  1. Em 21.09.06, às 18:24:48, jorge dantas disse :
    E ISSO AI, U.PASSOS TEMOS QUE TIRAR A BUNDA DAS CADEIRAS OXIGENAR O CEREBRO E SOLTAR O VERBO, NOSSOS GRITOS DE DESESPERO E QUERRA. EM MEIO AO FURACAO DO ASSEDIO E DA ASSEDIALIDADE EXISTENCIAL TEMOS QUE NOS REBELARMOS E GRITAR EM ALTO TOM COM TODA AS FORÇAS QUE AINDA NOS RESTA SE NAO VAMOS TODOS PRO SACO. ENFRENTEMOS OS AGENTES DO SISTEMA OS QUAIS ESTAO EM TODA PARTE NAS MAIS VARIADAS HIERARQUIAS, ATE OS DITOS COMPANEIROS A NOS AFRONTAM, PRINCIPALMENTE OS QUE SE NEGAM A ANDAR NOS DITOS TRILHOS ESTABELECIDOS ATRAVES DE NORMAS E GESTOS ESTABELECIDOS PARA UMA VIDA NORMAL EM SOCIEDADE. EM IPOTESE ALGUMA DEVEMOS ACEITAR AS DOGMAS TECNOFACISTAS DA SOCIEDADE CAPITALISTA, NAO SEGUIREMOS A MATILHA. SAUDAÇOES. DANTAS O DESCENDENTE.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s