Desafio da perereca verde


Para aquela gurizada que anda num tédio medonho, cansou do facebook e dos youtubers teens aveadados de sempre, e não sabe o que fazer para espanar a poeira do cérebro (e de outras partes bem mais interessantes do corpo humano, especialmente em sua idade) o Bira e as Safadezas… resolveu lançar este desafio, que envolve realmente tarefas perigosas e terrivelmente mortais nos dias que vivemos:

1) Com aquela caneta tinteiro Parker caríssima do teu pai, escreva “FODA-SE” na palma da mão, fotografe e envie para aquela tia histérica que não sai dos bailões no fim de semana, mas faz questão de espionar e delatar as “putinhas” do bairro e é fã irremediável de Jair Bolsonaro. Não esqueça de jogar fora o refil da caneta, substituí-lo pelo de  uma canetinha hidrocor e recolocá-la cuidadosamente na escravinha do velho;

2) Assista filmes pornô americanos, com o volume a toda altura, na sala de estar, às 4 h 20 min da tarde, quando sua mãe estiver fofoqueando com as amigas ao pé de um chazinho com bolacha d’água. Mas não pode ser qualquer filme, tem de ser algo bem sádico e exagerado nas gritarias de pretenso gozo;

3) Com todo cuidado para não feri-la, a velocidade necessária para escalar o muro do quintal e escapar à pauleira, se muna de uma tesoura enorme, daquelas velhas tesouras de parteira, e dê três cortes grandes na franja daquela sua irmã periguete;

4) Desenhe, com todos os detalhes, sem se esquecer dos pentelhos, a “perereca da vizinha” e envie por carta registrada com aviso de recebimento para aquele teu colega gay;

5) Se tu estás pronto pra te transformar numa perereca verde, escreva um enorme ponto de interrogação na testa, com o melhor batom da tua mãe. Caso contrário, arranje o vídeo integral do interrogatório do Lula e castigue-se assistindo sem parar, no fim de semana inteirinho;

6) Tarefa em código: escreva o nome dos doze namoradinhos da tua prima”virgem” em código morse e entregue pra tua vó decifrar. Não se esqueça de fazer constar da lista do que se trata e fornecer, no verso, o alfabeto dos traços e pontinhos para a perfeita decifração da velha;

7) Escreva “foram 40” na palma da mão, tire uma foto e envie para aquele teu colega abestalhado que te enche o saco na dúvida sobre quantos caras a namorada teve antes dele;

8) Escreva no teu perfil do facebook “dá-me  a tua perereca?” e envie para todas as amigas da tua irmã;

9) Arranje uma máscara de capeta, com guampa e tudo, tridente, capa preta; vista camiseta, calça, meias e sapatos vermelhos, tome um porre dos bons e entre aos gritos numa sessão da Igreja Universal;

10) Às 4 h 20 min da tarde, suba num telhado bem alto, numa esquina de intenso tráfego de pedestres, mostre a bunda pintada de vermelho e declame a plenos pulmões o poema “cu de gaúcho” de Jayme Caetano Braun;

11) Desenhe um caralho na mão com o rímel da tua vó, surrupie o celular da irmã, fotografe e envie para o “zap-zap” da tua tia solteirona;

12) Assista pornochanchadas brasileiras dos anos 1970/1980 e documentários sobre alienígenas todas as manhãs. Mas não o faça sozinho: encha o saco de quem estiver por casa pra te acompanhar;

13) Ouça todos os funks do “Emicê Qué Vinho” todas as noites, a todo volume, a semana inteira;

14) Corte a franja do poodle da tua irmãzinha;

15) Afane, fure com uma agulha bem fininha e recoloque de volta na carteira as camisinhas daquele teu amigo metido a garanhão;

PERERECA

16) Faça algo “doloroso”: coloque leite num copo de vodka e tome todinho num só gole;

17) Procure o telhado mais alto, de preferência na hora do almoço, no centro da cidade, e jogue de lá cópias coloridas de notas de cinquenta nos transeuntes;

18) Suba na passarela de uma elevada, numa rua movimentada, e jogue buchinhas de papel na careca dos engravatados que passarem lá embaixo;

19) Suba num poste, mostre a bunda pintada de vermelho e cante, com um megafone, “A perereca da vizinha”;

20) Se faça amigo do irmãozinho coroinha do seu melhor amigo, o convença  de que quer se converter, ganhe a sua confiança, dê um jeito de ele lhe dar acesso à sacristia, coloque maconha na pira de incenso e vá assistir à missa na igreja dele;

21) Crie um perfil falso de uma loira gostosíssima, solicite amizade daquele amigo tarado do teu pai, marque um encontro com ele no boteco do Tonho, dê uns pilas pra um servente de obra e mande ele no lugar da loira;

22) Pendure as calcinhas fio dental da tua irmã na antena de TV no telhado, em dia de festa de família, e chame a atenção da tua tia solteirona e beata;

23) Outra tarefa em código: no aniversário daquele camarada metido a encher a cara e disputar pega com seu chevete velho na saída do bailão, dê como presente o código de trânsito;

24) Tarefa “secreta”: conte pra todas as gatinhas da escola que o colega de vocês metido a garanhão ainda é virgem e peça segredo pra todo mundo;

25) Vá a uma reunião de um comitê de admiradores de Jair Bolsonaro e doe a cada participante um exemplar encadernado em capa dura e couro da Declaração Universal dos Direitos Humanos;

26) Chame a sua namorada, reúna a família e os amigos e marque a data do casamento;

27) Acorde às 4 h 20 min da manhã, recheie a carteira (pode ser de papel picado se, obviamente, não tiver dinheiro), coloque sua melhor roupa de festa e vá esperar o ônibus linha municipal na parada mais próxima da vila;

28) Vá a um velório e não pare de falar e rir o tempo todo;

29) Faça um voto de castidade, outro de que realmente não vai beber mais nenhuma gota de álcool… e tente cumprir!

30-49) Pare de vagabundear, arranje um estágio numa repartição pública qualquer,  com a remuneração de um salário mínimo, levante cedo, vá trabalhar todo dia de manhã, e tente pagar as contas de sua família;

50) Acesse os links abaixo, compre meu novo livro “Três Doidos Perdidos na Tríplice Fronteira”, copie um trecho da página 60 e mande por comentário para este blog:

https://www.amazon.com.br/dp/B0727VNKG3

https://www.clubedeautores.com.br/book/233674–QUATRO_DOIDOS_PERDIDOS_NA_TRIPLICE_FRONTEIRA__e_outras_viagens#.WRnbNo7F8jQ.

Ubirajara Passos

Manifesto aos fura-greves que foram impedidos de trabalhar pelos piquetes e barricadas:


A todos os indignados que não puderam furar a greve geral e reclamam do “direito de ir e vir” inscrito numa Constituição que não vige (pois vivemos numa ditadura informal, capitaneada por uma casta política corrupta, medíocre e subserviente ao capital internacional) desde o golpe paraguaio de 2016:

OS PIQUETES E BARRICADAS EXISTEM JUSTAMENTE POR TUA CAUSA. PARA QUE O TRABALHADOR EQUIVOCADO, QUE SERÁ REDUZIDO À CONDIÇÃO DE ESCRAVO E SE APOSENTARÁ SOMENTE COM A MORTE, ATRAVÉS DAS REFORMAS DE TEMER, NÃO PREJUDIQUE A LEGÍTIMA GREVE COM QUE SE PRETENDE BARRÁ-LAS E IMPEDIR O TEU MASSACRE.

NÃO FOSSE TUA POSTURA MASOQUISTA DE INSISTIR EM TRABALHAR E FURAR A GREVE FEITA POR TEUS COMPANHEIROS EM FAVOR DE 99% DOS BRASILEIROS E CONTRA OS PRIVILÉGIOS DE UMA MINORIA QUE QUER AUMENTAR NOSSO SACRIFÍCIO RETOMANDO O TRABALHO DE ATÉ 12 HORAS DIÁRIAS E OUTRAS TANTAS MAZELAS SEM NENHUM DIREITO NEM NINGUÉM PARA RECORRER, COMO SÓ OCORRIA COM OS ESCRAVOS NESTE PAÍS;

NÃO FOSSE TEU ERRO E NÃO HAVERIA PIQUETES.
NÃO FOSSE TUA COLABORAÇÃO INVOLUNTÁRIA COM A INTENÇÃO SÁDICA DOS ALTOS PATRÕES, E A VITÓRIA DA GREVE E A RETIRADA DAS NEFASTAS “REFORMAS” SERIA CERTA.

ANTES DE ENTRAR NO PAPO DOS “LIBERAIS DE PLANTÃO” E RECLAMAR DOS PIQUETES E DA PARALISAÇÃO DO TRANSPORTE COLETIVO, PARE UM MINUTO, REFLITA E SE JUNTE ÀS MANIFESTAÇÕES!

Ubirajara Passos

Paixões, Asneiras e Tristezas finalmente publicado


Jamais usei este blog para promover minha vaidade (que simplesmente não existe, por questões meramente técnicas e não por inclinação emocional, é claro). Tanto que, quando uma crônica deste blog (A foda sagrada de Drukpa Kunley) foi ao ar, na primavera de 2011, com direito a comentários efusivos e sacanas de mais de meia hora em programa noturno da KFK, rádio web de meu amigo Barata Cichetto, não dei a notícia aqui.

Mas este velho livro de poemas foi tão maltratado nas tentativas feitas, no século passado e neste, pelas editoras nacionais, que sua autopublicação no site da multinacional Amazon (em versões e-book e impressa) e no nacional Clube de Autores (versão impressa sob encomenda que pode ser paga com boleto), merece o registro neste blog, no qual seus poemas foram integramente publicados.

Não há no livro, portanto (com exceção da profunda revisão ortográfica e gramatical) grande novidades para os leitores do Bira e as Safadezas, além do possível prazer de ter os poemas reunidos num único volume impresso ou num prático e-book.

Mas, para que a frustração não seja completa, reproduzo abaixo alguns trechos da biografia constante no final, que mencionam alguns fatos ainda não mencionados neste blog sobre a “República” do Alemão Valdir no bairro Petrópolis, em Porto Alegre:

“Com a chegada do sobrinho de Valdir, Rogério Seibt, de Santa Rosa, que se hospedou no apartamento para realizar o curso pré-vestibular, em abril de 2002, se constituiria, no Edifício Morumbi da Rua Amélia Telles, a lendária “República do Alemão Valdir” (que durou até janeiro de 2004, quando o alemão retornou a Santa Rosa), frequentada, entre outros, por Alexandre Vorpagel (o “Gordo Ale”), amigo e conterrâneo de Rogério, que cursava Radiologia na capital, e por Luiz Miranda Pedreira do Couto Ferraz (o “Baiano Luiz”), emigrado de Salvador, formado em Física e Filosofia e emérito boêmio, blogueiro e colecionador de falenas, que Valdir conhecera no Hotel Elevado, na Avenida Farrapos, quando viera morar em Porto Alegre, em 1996, e se tornaria parceiro de cachaçada, boemia e sacanagem de Bira e Valdir na sauna La Luna, na rua Barão do Amazonas.

Aí, na “República” (como Valdir constatara se parecer o apartamento, numa súbita inspiração num almoço de domingo), os fins de semana, e às vezes os dias úteis, eram agitados pelas infindáveis conversas, anedotas e histórias rocambolescas dos frequentadores, sempre devidamente regadas à cerveja, com exceção do “dono da casa”, que mantinha, desde 2001, tratamento com antidepressivos e raramente bebia. Às vezes, na ausência do Luís, em noites entediadas, muitos poemas amorosos deste livro vieram à tona pela primeira vez na internet, nos “chats” do alemão Ale com suas namoradas virtuais, enquanto Bira os lia em voz alta. E aí nasceram uns quantos poemas datados de Porto Alegre, aqui publicados, como “!” , Amargo Mate da Amargura , Embriaguez e Menestrel Equívoco.”

Ubirajara Passos

Duplo soneto de um duplo despertar…


Mais um poema relegado ao “pó” da gaveta virtual, resgatado na faxina informática deste final de ano:

Duplo Soneto de um duplo despertar…

Desperta, camarada, que chegou a hora!
Em meio à escuridão das multidões ignorantes,
Ressurge a memória sepultada sob as toneladas
Da maledicência hipócrita e cruenta!

Agora sabemos que não era utopia,
Nem entusiasmo fantasista e inconsequente
Que ao sacrifício tantos arrastaram.

Se no Brasil a massa obreira, estuprada
Nos seus direitos de “viver em paz “,
Só desejava e foi interditada
Antes ainda que a jornada principiasse
No Chile, cada camarada
Experimentou concretamente um pouco
Da construção da nova vida em liberdade!

Nas duas pátrias um sono malsão
Faz prisioneiras as consciências desde então,
Mas uma brisa gélida e ligeira
Vai-se se impondo, suave e destemida.

No sul do sul do mundo a igualdade
Há de tornar a cada um digno e pleno
Porque iguais são os sofrimentos
E eles inspiram-na, revolta ensandecida e sagrada!

“Não sou apóstolo, não sou mártir”, nem profeta,
Sei “que a morte é melhor que a vida
Sem honra, sem dignidade, e sem glória”

Mas sei que em “cada gota do sangue” dos sacrificados
Pelo direito a uma vida humana,
Manteve-se e está frutifican
do em nossas consciências a “vibração sagrada”!

Gravataí, 7 de janeiro de 2013

Ubirajara Passos

Bodisatva


Faz uns quatro anos, às vésperas do “fim do mundo”  do calendário maio, comprei meu atual notebook (de que,  embora “ultrapassado” nos conceitos modernosos, não me livro de jeito nenhum, pois, com suas 15 polegadas de tela, possui um raríssimo teclado numérico lateral, independente do teclado alfabético) e desde então adiava a organização dos arquivos de downloads, documentos, fotos… o que somente me animei a fazer hoje, em meio à folga do recesso judiciário.

E, agora há pouco, percorrendo os arquivos de poemas para movê-los a uma pasta específica dos documentos, dei com o sonetinho mal composto, abaixo, que aqui vai publicado para encer a murcilha do Bira e as Safadezas, sem necessariamente encher a paciência dos leitores (assim espero):

 

Bodisatva

De gatos e invernos
A existência
Alimentava no longo rio dos tempos.

E, sob o olhar túrbido do poente,
Flanava entre espessos sonhos,
Fluía em pensamentos soltos,
Ao som espiralado da torrente.

Sua alma era vasto campo
Onde chocavam-se os mais etéreos ventos
E, na umidade absoluta das tormentas,
O olhar vagava, impávido e absorto.

Era colosso em meio à cólera das vagas,
Esfinge na erosão dos séculos
E terno magma ante o entusiasmo de qualquer criança.

Gravataí, 29 de março de 2013 

Ubirajara Passos

 

 

 

 

 

Pacotaço de Sartori: por que não aconteceu a greve geral do funcionalismo gaúcho e o que lhe resta fazer diante da sanha privativista e anti-trabalhador dos governos estadual e federal


Diante do questionamento de combativos companheiros servidores do judiciário gaúcho sobre a razão que impediu o funcionalismo do Rio Grande do Sul de deflagar a greve geral contra o pacotaço privativista (com absurdos como a venda da Sulgás, da Cia. Riograndense de Mineração e da CEEE, extinção da Cientec, da Fundação Zoobotânica e da fundação Piratini, que mantém a TVE e a Fm Cultura) e anti-servidor do governador Sartori, votado na correria e sob forte repressão miltar às manifestações de protesto na praça da matriz, publicamos, a guisa de resposta, as seguintes reflexões no grupo de facebook “Greve no Judiciário Gaúcho”:

Nem medo, nem falta de união, mas simplesmente peleguismo puro de lideranças sindicais burocratizadas e incapazes de comandar a rebeldia necessária. Discursos infantis e desgastados como o da direção do Cpers, que tratava o apocalipse do serviço público como um mero “pacote de maldades” (algo como uma “birrinha pueril do governador) e não como uma política coerentemente pensada (embora radicalmente absurda) e determinada de enxugamento e desmonte do serviço público, e entrega de setores estratégicos ao capita privado, deixam clara uma inércia abobalhada diante da hecatombe que está nos reduzindo a todos à condição de escravos sem nenhum direito, atê mesmo à representação sindical! (vide o fim de triênios, adicionais, licença-prêmio e licença remunerada para cumprimento do mandato sindical), na liquidação do estoque e patrimônio da lojinha falida do budegueiro gringo (tal é a natureza das “medidas de gestão” de Don Sartori).

No Sindjus não se deve nem falar, visto que dirigido por agentes expressos e teleguiados do patrão.

A imagem pode conter: 1 pessoa, multidão, árvore e atividades ao ar livrefoto: Inezita Cunha
fotos: Inezita Cunha
A heróica resistência das manifestações durante a votação propositalmente de inopino, feita a ferro e fogo e garantida pela repressão militar truculenta, é o derradeiro ato desesperado, e absurdamente insuficiente, que mesmo que contasse com a presença de dezena milhares de servidores não surtiria o efeito necessário que somente poderia advir da greve geral por tempo indeterminado.

No já longínquo ano de 1987, atitudes bem menos drásticas do governador peemedebista Pedro Simon foram exemplarmente rechaçadas e detidas por uma greve sem precedentes, liderada por sindicatos com brios.

Naquela época os servidores da justiça fizeram sua primeira grande greve sob a liderança, recém eleita então, do Paulo Olímpio da ASJ (!), que nem o Sindjus então existia!

É inacreditável a domesticação a que chegamos nestes trinta anos, que é extremamente perigosa quando ocorre simultaneamente ao avanço raivoso e impiedoso do fascismo privativista e predatório que comanda o país desde Brasília.

As “reformas” de Sartori e Temer não coincidem com a lógica da liquidação de lojinha falida por acaso, nem são mero reflexo da índole partidárias de tais governos, casualmente peemedebistas.


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fotos: Inezita Cunha

Elas servem concretamente aos interesses do capital financeiro internacional, cuja sanha cada vez maior se garante pela implantação de ditaduras informais, escudadas numa legalidade aparente e no mais furibundo e falso moralismo fascista.

E para implantá-las nada melhor que governos fantoches dirigidos pela velha lógica feudal, entreguista e subserviente das aristocracias latino-americanas. As mesmas que apearam Perón e Jango do poder, “suicidaram” Getúlio e Allende e assassinaram Che Guevarapara que a burguesia americana pudesse continuar sugando cada vez mais o produto do sacrifício diário dos trabalhadores do continente.

Contra este massacre econômico e social deliberado, que nos chicoteia o lombo e nos tritura o corpo até o tutano, não resta, tanto para servidores públicos quanto para o povo trabalhador brasileiro em geral, outra saída que a única e derradeira resposta plausível ao encurralamento irresistível em que estamos sendo jogados. E ela não é somente a resistência pela greve geral, mas a derrubada, a pau e pedra de tais governos ilegítimos.

Estão nos retirando até o último direito e nos conduzindo à miséria definitiva. Logo não teremos mais nada a perder. E aí, quem sabe, ganharemos o ímpeto para virar a mesa e mandar esta ordem social e econômica, e todos seus beneficiários, inclusive os mandaletes corruptos travestidos de defensores democratas da moralidade, ao lugar que merecem (que não é exatamente o colo de suas genitoras)!

Ubirajara Passos


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foto: Inezita Cunha