Diz o velho aforismo que “cabeça desocupada é oficina do diabo”. Pois é o que parece que me aconteceu ontem, lá pelo meio-dia, entre uma navegada pela internet e uma ou outra risada gostosa e moleque da Isadora, brincando comigo – que acabou por desaguar no poeminha cretino e safado que segue, daqueles da série “sacanagens sociológicas empíricas da pequena-burguesia”:
“Causo” bizarro de uma patricinha funcionária de um
banco multinacional que foi de “tailleur” ao boteco:
Andava muito enjoada
De festinhas fashion, teatro,
Exposições e frescuras,
E, desejando loucuras,
Foi ao bar, sentou na mesa,
Logo veio um cafajeste
Com aquela conversa mole,
Lhe elogiou muito a beleza
E o papo intelectual
E convidou-a a beber.
Abobalhada com o tipo,
Tomou quatro uísques duplos
E acordou com hemorróidas.
Não sabia, até então,
Que “líquido alcoólico com gelo”,
Quando empinado em excesso,
Dor no cu causar pudesse.
Gravataí, 12 de novembro de 2009
Ubirajara Passos