A Multa do Law Pirâmide da 59

Law Pirâmide é um primo do Franja (Gílson Pirâmide) que caiu no conto da “Dinastia”, induzido pelo parente, e, depois de perder todos os tostões investidos e ainda ficar devendo o equivalente inverso em raiz geométrica proporcional (o fatorial de quatro elevado ao número de brasileiros componentes do mercado de trabalho formal), enlouqueceu e acabou se associando ao Dente Hugo num novo negócio espetacular: exportação de fio de cobre para o Paraguai.

O apelido foi justamente o resultado do logro e do novo ramo adotado, o que lhe rendeu uma ciumeira danada do Franja, que volta e meia é confundido com o primo, assim como ocorria com o Peruca e o Kadu, antes de se consagrar seu apelido no estágio forense (e neste blog).

Por incrível que pareça, o tal comércio exterior de metal recilado acabou por lhe render alguns cobres que lhe permitiram uma bizarra vida dupla.

Durante o dia circula na Várzea do Gravataí com aquela impecável camisa de seda branca, enfeitada com uma tradicional gravata borboleta preta de elástico (que não sabe fazer nó e muito menos tem grana para comprar uma legítima), cumprimentando educadamente todos os vizinhos, e não deixa de atender a um único “pedido” (isto é, ordem, dada aos trambolhões) da namorada gostosa, mas manhosa e autoritária que só lhe dá a cada trinta dias (isto se o Law apresentar o boletim da Ulbra sem nenhuma nota “vermelha”).

Mas basta tomar uma simples dose de absinto depois da meia-noite que, como um “Gremlin humano”, o sujeito se transforma totalmente. Veste uma camisa floreada, chapéu panamá branco fabricado em Santa Catarina, aquela indefectível calça jeans cheia de bolsos nas pernas, um par de mocassins brancos, e sai por aí, com seu sócio, dando saltos sobre os telhados como um cabrito e correndo, até amanhecer, a mais desclassificada zona do “baixo meretrício”, na qual sua predileção é pelas putas pobres que se escondem, na madrugada, intermediadas por seu chapado cafetão de bermuda e camiseta, na entrada da Igreja da parada 59, na divisa entre os municípios gaúchos de Gravataí e Cachoeirinha.

Pois foi como resultado de uma destas investidas que o doido levou uma pesada multa por excesso de velocidade e me enviou, mais pirado do que nunca, o e-mail abaixo reproduzido, que me autorizou a publicar no blog depois que lhe disse que podia interorpor, tranqüilamente, o recurso administrativo, na forma redigida, pois além de adaptado jurídica e factualmente de forma irretocável aos fatos e à natureza da demanda, era digno de figurar nos “anais” do Anarquismo heterodoxo. Segue, para o deleite dos leitores, que devem andar enjoados com o “bom comportamento” deste blogueiro, o texto:

“lustríssimo Senhor Diretor do Departamento Estadual de Trânsito – DETRAN:

RECURSO Auto de Infração nº 6435987-9
Notificação nº 34536782998

Eu, Law Pirâmide da 59, brasileiro, solteiro , portador da cédula de identidade R.G. nº 69432471, do CPF nº69666171-18 e da carteira nacional de habilitação nº1716661824 domiciliado no Município de Gravataí Rio Grande do Sul, venho, por meio deste, requerer digne-se este respeitável Departamento Estadual de Trânsito de determinar a nulidade da multa em questão.

1. Trata-se de multa emitida no dia 02 de novembro de 2009,no Município de Cachoeirinha, em virtude de alegado excesso de velocidade (superior a 20% da velocidade permitida), com o veículo da marca FIAT, modelo Palio, de placa VTC6966, constatado na Avenida Dorival Cândido Luz de Oliveira – Flores da Cunha, altura da parada 59, às 4:35 horas desse dia.

2. Este recurso não tem por fim demonstrar a não ocorrência da infração em si considerada, mas apenas demonstrar os motivos que deram ensejo a essa, e, consequentemente, eximir-se das penalidades que dela decorrem.

3Sou assíduo freqüentador das boates e casas noturnas da região, trafegando diversas noites por semana nas vias deste bairro, sendo portanto profundo conhecedor da localização dos malditos radares que se escondem com o intuito de subtrair desavergonhadamente o tão arduamente dinheiro dos bons motoristas como eu.

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5Assim, não haveria por que exceder a velocidade exatamente no ponto onde se localiza o radar. Isto posto, segue uma breve narrativa do ocorrido na madrugada do dia 02 de novembro de 2009:

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6Alguns minutos antes da constatação da infração, estava sozinho no automóvel trafegando pela mencionada avenida , retornando alcoolizado de uma inglória tentativa de obter sexo oral gratuito com as moças que por ali exerciam suas profissões.

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8Revoltado com minha má performance social, decidi por bem esvair minha cólera através da velocidade nas vias públicas, ciente de estar arriscando minha vida e as de outrem. Ao me aproximar do ponto onde foi constatada a infração, não diminuí a velocidade de meu veículo como de costume, pois na semana anterior havia disparado contra o instrumento de aferição de velocidade e fotografia conhecido popularmente como “radar” diversos tiros, sendo bem sucedido na tentativa de destruir o objeto pertencente ao município.

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10Entretanto, com a visão parcialmente inabilitada graças a ingestão irresponsável e desmedida (porém proposital e gratificante) de álcool etílico potável, não pude ver que o instrumento já havia sido prontamente reparado, vindo a ter ciência disso somente com o “flash” da fotografia, que, ao ser disparado me causou distração, fazendo com que eu derrubasse meu uísque e perdesse de vista uma gostosa que dirigia um Vectra a qual eu estava perseguindo.

8. Esse breve relato demonstra a inexistência de culpa na prática do mencionado ato, uma vez que esse se deu pelos seguintes motivos:

A) Incompetência do município em comunicar aos motoristas que o aparelho já se encontrava em funcionamento.

B) Má-fé do da administração municipal que providenciou o reparo do instrumento em um prazo infinitamente inferior ao padrão vigente no serviço público com o intuito de prejudicar deliberadamente os motoristas alcoolizados.

Assim sendo, peço que seja declarada a nulidade da infração, a desativação dos radares fotográficos e que os pontos sejam retirados de meu prontuário.

Ainda, exijo a reposição do uísque derrubado e a identificação e telefone da motorista do Vectra Prata, placa PQP2469, cujo flash do instrumento público me fez perder de vista.

Demonstro minha total insatisfação e desaprovação ao código de trânsito vigente, que impede que bons motoristas se valham de suas habilidades de pilotagem na via pública.

Termos em que,
Peço Deferimento.

Gravataí, 5 de novembro de 2009”

O Assassinato de Cristo – VIII

Penúltima parte do último capítulo d’ “O Assassinato de Cristo”:

O novo líder terá mais inimigos entre seus amigos mais próximos e menos inimigos, porém mais perigosos, entre as multidões. Cada místico esquizofrênico, cada fanático religioso, cada político ébrio de poder é seu inimigo potencial ou eventual assassino. Não aderirá à crença no martírio. Desejará viver, e não morrer por sua causa. E ele se preparará cuidadosamente contra o desastre. Terá uma arma carregada em sua casa e, se puder, terá cuidado com quem permite entrar em sua casa. Viverá uma vida solitária e evitará tanto quanto possível a sociabilidade vazia, tagarela, falsa.

Manter-se-á à distância das pessoas, sem, no entanto, desprezá-las ou sentir inimizade por elas. Isso ele terá ganho em árduas batalhas contra si mesmo. Quando inicialmente encontrou a falsa admiração das pessoas e a fúria de seu obter algo em troca de nada, sentiu-se inclinado a se juntar ao líder conservador da sociedade que sabe que as pessoas são assim e que nunca sonhou em mudar isso. Compreenderá inteiramente o espírito do pioneiro americano da indústria dos anos 1880. Mas também superará o “imobilismo” do industrial conservador de 1960.

Compreender os motivos do comportamento das pessoas e mesmo assim não ser vítima da sua piedade por elas e da salvação delas, tal como acontece com o mascate da liberdade, será uma tarefa maior a ser fielmente cumprida. Como podem alguém conhecer a situação de uma mulher do campo com dez filhos e ainda esperar que ela não faça intrigas e que diga francamente o que pensa, exatamente como o sente em suas entranhas?

O mascate da liberdade prolongaria a miséria dela pela tímida “compreensão” de suas intrigas malignas sobre o vizinho, o que significaria confirmá-las. O novo líder poria de quarentena uma mulher maligna, intrigante, através do ostracismo social. A intriga é assassinato e o oposto exato da opinião livre de um homem ou mulher livres.

Os mascates da liberdade são sustentados pelas máquinas de inteligência cerebral cuja única função é manter seus genitais mortos. Essas inteligências cerebrais, walkie-talkie, são os fiadores cerebrais da peste. Elas podem despejar montanhas e rios bem na tua frente. Elas podem conversar fiado sobre o cheiro de cada flor, desde que são microfones secos de uma verdade há muito passada sem emoção ou alma. Elas povoam os gabinetes de muitos governos modernos, progressistasf. ~São os talmudistas do evangelho marxista. São horríveis. Cada sentimento vivo é morto por sua simples presença. Não sabem chorar e não sabem soluçar soluçar. Amam com seus cerébros e odeiam com seus genitais. É impossível ser humano em sua presença. O homem ou mulher de trabalho para eles é um instrumento da “necessidade da histórica”, e nada mais. Portanto, não hesitarão, enquanto eles mesmos estão sentados a salvo no santuário da Manchúria, em mandar milhões de pobres rapazes chineses uniformizados, chamados “voluntários”, para a frente das bocas dos canhões americanos na Coréia, simplesmente para provar a “eterna vigilância e a coragem da vanguarda bolchevista”. São o despontar de uma era mecânica degenerada, formando uma religião a partir de suas elocubrações intelectuais. Tudo isso o novo líder terá de saber.

Ele também saberá que estes mecanicistas crebrais, enquanto fodem a torto e a direito, odeiam o amor autêntico do corpo como a um veneno e portanto obstruirão a ferro e fogo qualquer tentativa de reconstrução da estrutura de caráter humana. Subordinarão os problemas humanos a um único aspecto: o estômago do cão segrega saliva quando ele ouve uma campainha que de outra vez soara ao mesmo tempo que ele via carne. Isso é tudo. Isto não é o materialismo perfeito? É. De perfeito acordo com esta concepção dos problemas humanos, o cerébro deles segrega inteligência quando eles sentem o cheiro de poder. Isto é tudo que restou de um grande ensinamento da emancipação humana.

O novo líder defrontar-se-á com muitos perigos e ciladas. Entre estas, o medo que as pessoas têm da peste intrigante que estrangula seu saber simples em suas gargantas apertadas e amedrontadas. Ele terá de reconhecer os primeiros sinais da presença de uma peste oculta. Terá aprendido que uma única pessoa pestilenta pode transtornar toda uma comunidade pacífica, da mesma forma que uma simples tonalidade errada numa orquestra pode transtornar a mais bela sinfonia.

Saberá que a peste é contagiosa. De algum modo, ela consegue puxar para fora a peste latente nas pessoas mais decentes, ninguém sabe até hoje como. podes perceber que isto está acontecendo pela confusão que, de repente, como se não viesse de parte alguma, irrompe num grupo de pessoas harmoniosamente cooperadoras, se só um caráter pestilento estiver presente; uma vez que tenhas aprendido a farejá-plo, é imediatamente reconhecível por um cheiro emocional definido.

Nosso novo líder defrontará com um outro fato dos mais peculiares: as pessoas que pareciam ser as mais devotadas e confiáveis em sua cooperação com a Vida viva começarão a se reunir em torno do centro que espalha a peste. Parece que isso acontece porque a peste oferece a emoção do heroísmo sem o esforço da resistência heróica. isso parece proteger a alma humana de sua própria profundidade emocional. O processo de reconstrução das estruturas de caráter humanas precisa necessariamente de séculos de esforço vigilante contínuo, persistente, por parte de muitos educadores e médicos da alma. O educador pestilento terá pessoas agrupadas ao seu redor pela simples razão de que prometerá um sistema perfeito de educação sem esforço, dentro do prazo de um mês. É só lhe mandar crianças que ele fará isto. Ou, por que se aborrecer examinando cuidosa e habilidosamente a dinâmica da peste que está envolvida no sistema emocional de alguém? Não é mais simples entregar-se à dianética, que não só cura todos os doentes na brisa de uma simples sopro, mas, além disso, capacita a alma, tão rapidamente purificada, a exercer a mesma ação rápida sobre muitas outras almas doentes?

Porque a peste é o resultado da evasão da profundidade das coisas e porque as pessoas em geral têm medo do profundo, elas rapidamente escolherão a peste e abandonarão a tarefa penosa, a longo prazo, do trabalho decente. Só se isso for plenamente compreendido, é que a peste poderá ser superada nos domínios da educação, medicina, administração social e higiene pública.

Portanto, a nova liderança manterá as múltiplas manifestações da peste sob cuidadosa vigilância. Aprenderá como conhecer em tempo e como atacar diretamente o pestilento obstrutor de todo esforço humano frutífero. A pessoa portadora de peste é vazia e, por isso, covarde. Ela sai furtivamente à noite, mas desaprece à luz limpa e clara do dia.

Os liberais dirão que a peste também tem direito ao livre discurso. Sim, mas apenas ao ar livre, aberto, não no canto escuro do meu quintal, no meio da noite, empunhando uma faca, pronta a golpear-me pelas costas.

O auxílio prestado à peste pelo espírito liberal é enorme. O novo líder terá de vencer a defesa da peste por parte do espírito liberal. Ele reprovará a desculpa de que “sempre foi assim” e que, portanto, pode continuar sendo assim por toda a eternidade.

O novo líder explicará ao liberal que vigiar sorrateiramente um semelhante no escuro da noite, ou mandar-lhe, de presente de aniversário, um buquê de flores que explode em seu rosto, não tem nada a ver com a livre expressão da opinião racional, mas é um covarde Assassinato de Cristo. Passará horas difíceis convencendo o espírito liberal de que mentirosos e assassinos e intrigantes e conspurcadores da honra são criminosos conbtra a segurança da liberdade e felicidade dos homens, mulheres e crianças. Terá de conseguir convencer o mundo ao seu redor de que, finalmente, alguém deve começar a aprender a decifrar honestidade e desonestidade nas faces dos representantes asiáticos ou europeus ou americanos, para distinguir o vil espião do representante de uma administração social.

O menosprezo pela psicologia prática e a demora no estudo da expressão do caráter custaram ao mundo ocidental os segredos sobre sua arma atômica, que tão ardentemente tentaram proteger. É claro que bombas nunca mudarão o mundo. Pôr em ação as qualidades vivas mais profundas das pessoas o mudará. Mas a proteção contra a peste é possível quando se identifica a expressão de um vilão no rosto de um enviado diplomático; isto faz parte da tarefa de pôr em ação as qualidades da Vida viva nas pessoas.

Neste ponto, os espíritos liberais, submissos, tornam-se realmente perigosos. Fracos em suas entranhas, sem nenhuma perspectiva diante de si mesmos, apoiados apenas na grande doutrina do humanismo, válida outrora, entregaram a sociedade alemã aos nazis, e poderão conseguir entregar a sociedade americana aos espiões costumeiros do império reacionário russo. Embora talvez  talvez não o sintam ou não o saibam, esses liberais impressionararm-se profundamente com a habilidade e demonstração de força por parte dos generais da peste organizada; sucumbem à tentação como virgens enfraquecidas pela abstinência que se submetem ao cavaleiro da armadura brilhante. Cuidado com os espíritos que sempre aparecem submissos e de fala macia e que nunca elevam suas vozes com raiva ou revolta contra o mal. Existem muitas víboras entre eles, prontas a trair Cristo em nossas crianças por trinta dinheiros. Estão apenas interessados em suas próprias emoções falsamente honestas. Ao proteger um assassino de Cristo, esquecem que milhares poderiam ser salvos do mal. Indiretamente incumbem a peste de cumprir o que eles mesmos são incapazes de realizar. Suas entranhas são cheias de ódeio verde e de anseio por assassinar. São os mais perigosos na medida em que usam os sonhos mais pacíficos e inocentes das pessoas para seus feitos malignos.

Aprende a apoiar o homem ou mulher que é direito e correto na expressão da opinião e que sabem bem quando amar e quando odiar; o que preteger e o que abandonar à sua própria sorte; que sabe e vive o amor do corpo e a tristeza da alma, e que sabe o que são lágrimas em noites silenciosas. Esses são os odiados pelas máquinas de inteligência walkie-talkie e pelos falsários que babam palavras de mel, com veneno oculto nelas para matar a vítima crédula.

O novo líder tomará cuidado com o oportunista, o saco vazio que salta em teu carro cheio de frutos ricos de teu trabalho árduo para encher a si mesmo até a boca, apenas para te esfaquear mais tarde, ou tornar-se maior que tu e extrair o poder sobre as pessoas de teus esforços intensos, sem mover um dedo.

Cuidado com ele, que não ousar olhar firme e direto em teus olhos, que sempre desvia o rosto de ti para que não o vejas e conheças. Ele será o próximo presidente da tua organização e tomará tudo de ti e te expulsará, não importa o quanto tenhas feito para erigi-lo. E ele não se importará com aquilo que foi tua preocupação por muitos anos. Apenas quer encher seu ego vazio, infinitamente, sem esforço. O pior de tudo é que: ele não sabe absolutamente que te está traindo. Assim se desenvolve sua argumentação: ele não teve tudo vindo até ele, sem esforço? Não será assim porque sua mãe o frustrou quando era um bebê, e, aogra, não terá ele todo o direito de te sugar até te secar e te esvaziar e então te esfaquear pelas costas? É claro que ele tem,  e ele não compreende, de forma alguma, que questiones esse direito. Ele é um daqueles que deturparam o amor combativo de Cristo pelo homem, transformando-o na idéia maligna de que o homem tem de desistir de tudo o que possui para que Modju possta ter tudo em troca de nada.

Da mesma forma, muitos libertadores malingos de povos provêm de uma infância frustrada; mas não importa sua infância. Importam as crianças ainda por nascer.

O líder honesto de homens enfrentará desconfiança para com seus feitos porque esses sanguessugas encheram o mundo com seu sugar ardiloso, assassino, sugando poder e conhecimento e amor e auto-estima e posição e honra daqueles que possuíam esses dons naturais em abundância. Eles nunca poderiam reproduzir e alimentar esses dons, e portanto tinham de continuar a sugar outras vítimas até secá-las, por todas as suas vidas. Desconfiar-se-á da honestidade porque a sociedade humana acostumou-se à conduta desonesta. Se deres honestamente sem esperar nada em troca, serás suspeito de fraude. Se deres tua alma a teus discípulos para fazer deles conhecedores e doadores, o mundo perguntará “onde está a armadilha?”. E isto é assim por causa dos sanguessugas que sugaram o mundo até secá-lo.